terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Apresentação do Senhor

 


A liturgia desse domingo nos apresenta a festa da Apresentação do Senhor. Segundo a antiga tradição judaica, toda mulher que desse à luz ao seu primogênito deveria, quarenta dias depois do parto, ir ao templo de Jerusalém para fazer a sua oferta de purificação e consagração do primogênito.

Na primeira leitura, da profecia de Malaquias, vemos o Senhor dizendo que envia um anjo aos homens para purificá-los, afim de que possam oferecer sacrifícios aceitos pelo Senhor. Podemos dizer que na Nova Aliança, Jesus se torna o sacrifício perfeito, pois Ele é o próprio Deus, segunda pessoa da Trindade que vem ao nosso encontro, o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. A profecia se cumpriu!

Na segunda leitura, da carta aos Hebreus, entendemos que Jesus, sendo Deus, esvazia-se da sua condição divina e assume um corpo humano para tornar-se semelhante aos homens, exceto no pecado. Seus sofrimentos e tentações fizeram com que Ele pudesse vir em socorro dos que agora sofrem.

E o Evangelho narra a apresentação de Jesus no templo, conforme o costume dos judeus. Simeão, chamado de justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel, recebera uma revelação do Espírito Santo dizendo que ele não morreria sem ver o Messias vê em Jesus o cumprimento da revelação. Diz aos pais que o menino será futuramente sinal de contradição para muitos que certamente não entenderão sua missão, como de fato, não entenderam a ponto de O crucificar. Também vemos a figura da viúva Ana, que não saia do Templo servindo a Deus com jejuns e orações. Ela reconhece o Messias naquele menino simples e pobre trazido pelos pais.

Jesus continua sendo um sinal de contradição. Muitos não entendem sua mensagem pois é mais fácil assimilar o Filho de Deus como o Leão Forte da Tribo de Judá do que o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Jesus continua dividindo opinião fazendo muitos homens entregarem suas vidas por Ele, enquanto outros continuam gritando crucifica-O.

 

1ª Leitura: Ml 3,1-4

2ª Leitura: Hb 2,14-18

Evangelho: Lc 2,22-40

Salmo

“O Rei da glória é o Senhor onipotente!”

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

3º Domingo do Tempo Comum

 


Nesse terceiro domingo do tempo comum, a liturgia concentra-se em mostrar a cada batizado a sua dignidade de filho muito amado de Deus e sua missão dentro do corpo místico, que é a Igreja, colocando seus dons a serviço da edificação da comunidade.

Já na primeira leitura, vemos Esdras reunindo a assembleia para apresentar-lhe a Lei. Cada palavra era ouvida com atenção e assimilada a tal ponto daquelas pessoas chorarem diante daquilo que estava sendo lido. Esdras deixa claro que aquele é um dia consagrado ao Senhor e, portanto, não pode ser um dia de pranto ou tristeza e sim de alegria. Mas não qualquer alegria. Uma alegria que vem do Senhor e que traz força para todos caminharem juntos.

A segunda leitura, da primeira carta aos Coríntios, vemos o apóstolo Paulo mais uma vez chamando a atenção da comunidade para a unidade na diversidade. Todo batizado pertence ao corpo Místico do Senhor cuja cabeça é o próprio Cristo. Assim como no corpo humano, cada membro desempenha uma função específica, na Igreja acontece o mesmo: não existe membro melhor em detrimento de outro. Deus não faz acepção de pessoas. Todos são importantes. Se um sofre, todo o corpo sofre. Se um se alegra, todos se alegram. E assim a comunidade se beneficia daquilo que é específico de cada indivíduo.

A primeira parte do Evangelho apresenta o início do Evangelho de Lucas, onde o evangelista mostra seu registro sobre todos os acontecimentos acerca da vida de Jesus, ensinamentos e obras. Depois, pula-se para o capítulo quarto, onde Jesus ao voltar para a cidade onde se tinha criado, Nazaré, vai como de costume à Sinagoga e lê uma passagem do livro do profeta Isaías que justamente fala sobre Ele. Primeiramente diz que o Espírito de Deus está sobre Ele e o envia em missão. Depois, explicita as cinco dimensões de sua missão: Anunciar a Boa-Nova aos pobres; proclamar a libertação aos cativos; recuperar a vista aos cegos; libertar os oprimidos e proclamar um ano da graça do Senhor.

Ao anunciar a Boa-Nova aos pobres, Jesus reforça o ensinamento de Paulo mostrando que todos os batizados são importantes e têm assegurada sua dignidade. Ao proclamar a libertação os cativos, lembra que o ser humano é livre para segui-lo, pois ele acolhe a todos. O pecado já não é mais uma condenação, mas um convite para uma mudança consciente de vida. Ao recuperar a vista aos cegos, Jesus cura da cegueira humana que o prende ao plano material, revelando que a salvação vai além daquilo que os olhos podem ver. Ao libertar os oprimidos, o Senhor mostra que somos filhos de Deus, e assim, somente Ele está acima de nós. Nenhum homem tem o poder de subjugar seu irmão. E ao proclamar o ano da graça do Senhor, vemos a confirmação daquilo que Esdras anuncia na primeira leitura: a alegria do Senhor é a nossa força. Nada nesse mundo pode ser comparado com aquilo que Deus tem reservado para nós.

Como membros, devemos colocar nossos dons individuais ao serviço da comunidade. Todos juntos edificamos esse corpo. Aos olhos de Deus, todos filhos muito amados e, com igual dignidade, somos propagadores da verdadeira alegria.

 

1ª Leitura: Ne 8,2-4a.5-6.8-10

2ª Leitura: 1Cor 12,12-30

Evangelho: Lc 1,1-4;4,14-21

Salmo

“Vossas palavras, Senhor, são espírito e vida!”

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

2º Domingo do Tempo Comum

 


A liturgia desse 2º domingo do tempo comum mostra que Deus jamais abandona seu povo renovando sua esperança e trazendo a verdadeira alegria. Porém, cada batizado deve colocar seus dons a serviço do bem comum.

Já na primeira leitura vemos Isaias dizendo que não irá se calar enquanto não ver a justiça reinar em Jerusalém. O profeta relembra de que Javé nunca abandonou seu povo eleito e que sim, mesmo diante das intempéries e dificuldades é um Deus presente, que caminha ao nosso lado.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo esclarece que o povo de Deus deve formar uma unidade na diversidade e não uma uniformidade. O Espírito distribui os dons conforme lhe apraz, mas são os homens em sua liberdade que colocam tais presentes a serviço dos irmãos. Tudo em vista do bem comum, para a edificação da comunidade.

E o evangelho nos presenteia com a belíssima passagem das bodas de Caná, onde Jesus inicia os sinais publicamente. Maria ao notar que a família dos noivos não tinha mais vinho para servir, recorre a seu filho pedindo que Ele viesse em socorro daquilo que poderia se tornar um vexame. Jesus realiza o milagre transformando a água em vinho, e esse se torna tão bom que até mesmo o mestre-sala admira-se de sua excelência. No relato, diz-se que havia seis talhas. Na bíblia, o número seis é considerado imperfeito, em contraposição ao sete, que é o número da perfeição. Com isso entendemos que a sétima talha é o próprio Cristo, que se apresenta como a verdadeira e plena alegria da festa e que sem Ele, nenhuma alegria pode ser perene.

A fé supõe a natureza. Deus ajuda, mas o ser humano deve colocar seus dons a serviço dos irmãos em vista do bem-comum. Jesus transforma a água em vinho, mas precisa das talhas imperfeitas e limitadas que são os homens. Não existe na Igreja ministério melhor do que o outro. Todos são importantes. Cada talha, do seu tamanho é importante para que todos tenham alegria.

As vezes vemos dentro da igreja uma competição nociva, onde cada um quer parecer ser melhor do que os outros. Pobres talhas. Só a sétima talha é perfeita. Não entendem que é no serviço desinteressado e gratuito que juntos edificamos o corpo de Jesus, que jamais nos abandona.

Tenhamos a humildade de Maria de recorrer a Jesus em meio as infelicidades da vida e saibamos reconhecer que sem Ele nunca teremos a verdadeira alegria. Coloquemos os nossos dons a serviço da comunidade não em vista de vanglória ou vaidade, mas em vista do bem comum. Todos se beneficiam quando cada um coloca um pouquinho de si a disposição.

 

1ª Leitura: Is 62,1-5

2ª Leitura: 1Cor 12,4-11

Evangelho: Jo 2,1-11

Salmo:

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, manifestai os seus prodígios entre os povos!”

sábado, 28 de dezembro de 2024

Sagrada Família

 


As leituras deste Domingo dedicado à Sagrada Família complementam-se ao apresentar as duas coordenadas fundamentais a partir das quais se deve construir a família cristã: o amor a Deus e o amor aos outros, sobretudo a esses que estão mais perto de nós – os pais e demais familiares.

O evangelho sublinha, sobretudo, a dimensão do amor a Deus: o projeto de Deus tem de ser a prioridade de qualquer cristão, a existência fundamental, a que todas as outras se devem submeter. A família cristã constrói-se no respeito absoluto pelo projeto que Deus tem para cada pessoa.

A segunda leitura sublinha a dimensão do amor que deve brotar dos gestos de todos os que vivem ‘em Cristo’ e aceitaram ser Homem Novo. Esse amor deve atingir, de forma mais especial, todos os que conosco partilham o espaço familiar e deve traduzir-se em determinadas atitudes de compreensão, de bondade, de respeito, de partilha, de serviço.

A primeira leitura apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais. É uma forma de concretizar esse amor de que fala a segunda leitura.

Certamente já ouvimos a seguinte frase: “quando conhecemos os pais, entendemos as atitudes dos filhos”. E realmente podemos ter essa máxima como base uma vez que os filhos se espelham nos pais. Numa sociedade onde os pais cada vez mais estão delegando a terceiros a educação de seus filhos vemos o quanto a Sagrada Família de Nazaré pode auxiliá-los a terem um porto seguro para administrar suas famílias. José, o carpinteiro é o pai. Maria, no seu silêncio e doçura é a mãe. Jesus, sendo Filho de Deus, era-lhes obediente.

A própria trindade é uma comunidade de amor onde o Pai ama o Filho que ama o Espírito Santo que ama o Pai. Uma comunidade perfeita que mostra o perfeito equilíbrio das pessoas divinas ao formarem um só Deus.

Família é ponto de apoio, é porto seguro. É ter base, princípios, valores. É aprender o seu lugar sem jamais adentrar o espaço alheio.

Que a Sagrada Família de Nazaré abençoe a cada um de nós e que nossas famílias e comunidades torne-a exemplo de amor temente a Deus.

 

1ª Leitura: Eclo 3,3-7.14-17a

2ª Leitura: Col 3,12-21

Evangelho: Lc 2,41-52

Salmo

"Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!"

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Deixemos Jesus reinar!

 


Qual é o antônimo de amor? Muitos responderão: obviamente é ódio. Mas na verdade tanto o amor quanto o ódio nos levam a atitudes ativas em relação ao próximo. O amor nos leva a um bem querer, solidariedade, gratidão, carinho, etc. O ódio nos leva a violência, ira, maledicência, etc. O contrário de amor é a indiferença. É o virar as costas para o outro como se ele não existisse.

A leitura do capítulo 9 do livro do profeta Isaías nos apresenta como será o Messias que virá da parte de Deus e qual deverá ser a atitude dos homens em relação a esse presente. “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz…” Foi retirado o jugo que pesava sobre ele porque nos foi dado um menino – conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz – cujo império será grande e a paz sem fim. (c. Is 9).

Que jugo é esse? Individualismo, guerras, maldades, mas principalmente a indiferença. Por causa dela, cada ser humano vê o outro como um peso, como alguém que não deve ser amado. De onde também tiramos a máxima: “para o próximo a justiça de Deus, para mim a misericórdia”.

Se analisarmos a fundo, esse mesmo jugo que oprimia o povo no tempo de Isaias continua muito presente na humanidade. A indiferença, as maldades, as guerras e o individualismo persistem num mundo onde todos falam, mas ninguém quer escutar. Então, onde está o príncipe da paz? Por que ele ainda não reina?

A resposta vem do modo como recebemos o salvador em nossas vidas. Maria dá a luz a Jesus numa estrebaria, no meio do mato, sem conforto ou condições porque não havia lugar para a Sagrada Família nas estalagens locais. Enfaixa-o em panos e o coloca dentro de uma manjedoura, local onde os animais se alimentavam. Que ironia! O pão dá vida é colocado no mesmo lugar onde os animais comiam!

O criador e dono de todas as coisas ainda não encontra lugar no coração dos seres humanos e por isso não consegue reinar. Não por falta de vontade ou insistência. Todos os anos temos a oportunidade de celebrarmos o Natal e renovarmos nossas esperanças. Mas por culpa da indiferença dos homens que procuram a paz em todos os lugares, de todas as formas, menos no menino que nos foi dado.

Jesus continua a ser ignorado e não encontrando corações acolhedores, tem que nascer na estrebaria onde até mesmo os animais parecem reconhecê-lo como Rei do Universo.

Com toda a sinceridade, o que me incomoda não são aqueles que odeiam Jesus, mas os ditos cristãos que o tratam com indiferença. Todos os anos o povo que continua a andar nas trevas tem a oportunidade de ver e experimentar esse menino, essa grande luz, presente de Deus para renovar as esperanças. Porém, devido ao seu orgulho, preferem buscar a paz do mundo em detrimento daquela que brota da manjedoura.

 

A TODOS, DESEJO UM FELIZ E ABENÇOADO NATAL!

GLÓRIA A DEUS NOS CÉUS, E NA TERRA PAZ AOS HOMENS DE BOA VONTADE!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

4º Domingo do Advento

 


Nestes últimos dias antes do Natal, a mensagem fundamental da Palavra de Deus gira à volta da definição da missão de Jesus: propor um projeto de salvação e de libertação que leve os homens à descoberta da verdadeira felicidade.

A primeira leitura sugere que este mundo novo que Jesus, o descendente de Davi, veio propor é um dom do amor de Deus. O nome de jesus é “a Paz”. Ele veio apresentar uma proposta de um “reino” de paz e de amor, não construído com a força das armas, mas construído e acolhido nos corações dos homens.

Na segunda leitura vemos que a missão libertadora de Jesus visa o estabelecimento de uma relação de comunhão e de proximidade entre Deus e os homens. É à imagem de Jesus Cristo – num ‘sim’ total ao projeto de Deus.

O Evangelho nos mostra que o projeto de Deus tem um rosto: Jesus de Nazaré veio ao encontro dos homens para apresentar aos prisioneiros e aos que jazem na escravidão uma proposta de vida e de liberdade. Ele propõe um mundo novo, onde os marginalizados e oprimidos têm lugar e onde os que sofrem encontram a dignidade e a felicidade. Este é um anúncio de alegria e de salvação, que faz rejubilar todos os que reconhecem em Jesus a proposta libertadora que Deus lhes faz. Essa proposta chega, tantas vezes, através dos limites e da fragilidade dos ‘instrumentos’ humanos de Deus; mas é sempre uma proposta que tem o selo e a força de Deus.

Podemos dizer que João Batista, no seio de Isabel foi o primeiro, após Nossa Senhora, a adorar o Verbo Divino que estava no ventre de sua Santíssima Mãe. Em tempos de tantas incertezas, barulhos e agitações, somos convidados a vibrar com a verdadeira alegria que é a chegada do Messias dado ao mundo. Não uma adoração estéril e individualista, mas uma verdadeira adoração comunitária onde o nascimento de Jesus traz paz e alegria ao mundo.

 

1ª Leitura: Mq 5,1-4a)

2ª Leitura: Hb 10,5-10

Evangelho: Lc 1,39-45

SALMO

Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos!


terça-feira, 17 de dezembro de 2024

São Nicolau - o verdadeiro Papai Noel!

 


São Nicolau foi um dos santos mais populares de todos os tempos.

Contudo, nem sempre a devoção popular sabe das razões de seu extremado devotamento, pois se deixa facilmente levar pelas lendas fantasiosas que a tradição tece sobre a vida de certos santos antigos. Entre estes inclui-se, sem dúvida, São Nicolau, bispo de Mira, na Ásia Menor.

Mesmo livre das estórias lendárias, a figura de São Nicolau emerge como um gigante. Filho de pais ricos e piedosos, Nicolau nasceu por volta do ano 275 na Lícia, hoje Turquia. Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde exerceu seu ministério. Como sacerdote desdobrou-se em amor e dedicação na evangelização e conversão dos pagãos, num clima de perseguição religiosa.

Nicolau é conhecido, sobretudo, pela extremada caridade para com os pobres. Distribuiu entre eles a fortuna herdada de seus pais. Em sua vida registra-se o caso de três moças cujo pai pobre, não podendo fornecer dotes para o casamento, aconselhava as filhas a se entregarem à prostituição. Nicolau, ao saber disso, jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens.

Este episódio deu motivo à fantasia dos países do norte da Europa de verem Nicolau, sob o nome de Claus, o velho de barbas brancas, que levava presentes às crianças, exatamente no dia seis de dezembro.

Após a morte do bispo de Mira, Nicolau foi eleito seu sucessor. A obediência obrigou Nicolau a deixar o doce remanso da solidão e assumir as responsabilidades de bispo.

Em pouco tempo conquistou a simpatia de todos. Sua caridade e bondade sem par, seu zelo, seu espírito de oração o tornaram conhecido e chamado por toda a Ásia Menor. Deus, por sua vez, brindou-o com o poder de milagres em favor, sobretudo, dos doentes.

Historiadores gregos dizem que Nicolau foi preso durante a perseguição de Diocleciano por volta do ano 310. O santo bispo sustentou corajosamente a dura prisão e várias torturas e já estava para ser processado e condenado à morte, quando foi publicado o edito de Milão, em 313, concedendo a liberdade religiosa.

Nicolau foi um dos bispos que participaram do Concílio de Nicéia em 325, onde, contra a heresia ariana, foi definida a divindade de Cristo declarado consubstancial ao Pai. No início do Concílio, Nicolau presenciou uma cena de indescritível emoção: Constantino Magno, o imperador de Roma que por 250 anos tinha perseguido os cristãos, ajoelhou-se para beijar as cicatrizes de Nicolau e dos outros varões torturados na última perseguição.

Os mesmos soldados que os tinham preso e torturado, agora lhes prestavam honras de heróis! Parecia um sonho!

Ao que parece, Nicolau faleceu na Mira no ano de 342, com grande fama de santidade e de poder taumatúrgico.

Uma biografia, publicada em 847, divulgou notícias lendárias entre o povo ávido de coisas extraordinárias. A fama deste santo se propagou na Ásia menor e nas cidades marítimas do sul da Itália por motivo de comércio com o Oriente. Perante a ameaça de profanação do seu sepulcro pela invasão muçulmana, foi organizada uma expedição por iniciativa da cidade de Bári, na Itália, a fim de transportar as sagradas relíquias para lugar mais seguro. Esta expedição teve bom êxito e o corpo de São Nicolau foi, de fato, depositado na catedral de Bári dedicada ao grande padroeiro.

Este santo tornou-se sobremaneira popular também na Rússia, onde foi declarado padroeiro principal. Motivo pelo qual muitos czares adotaram este nome. Antes da revolução comunista, muitos eram os russos que visitavam o sepulcro de São Nicolau em Bári, de tal modo que havia naquela cidade uma hospedaria exclusiva para eles.

São Nicolau é invocado contra os perigos de incêndio e é padroeiro dos marinheiros.

São Nicolau, rogai por nós!

Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria

  Nesse final de semana celebramos a Assunção de Nossa Senhora. Tal celebração, para nós católicos, é dogma de fé. Foi definido pelo papa Pi...