Qual é o
antônimo de amor? Muitos responderão: obviamente é ódio. Mas na verdade tanto o
amor quanto o ódio nos levam a atitudes ativas em relação ao próximo. O amor
nos leva a um bem querer, solidariedade, gratidão, carinho, etc. O ódio nos
leva a violência, ira, maledicência, etc. O contrário de amor é a indiferença. É
o virar as costas para o outro como se ele não existisse.
A leitura do
capítulo 9 do livro do profeta Isaías nos apresenta como será o Messias que virá
da parte de Deus e qual deverá ser a atitude dos homens em relação a esse
presente. “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz…” Foi retirado o
jugo que pesava sobre ele porque nos foi dado um menino – conselheiro admirável,
Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz – cujo império será grande e a paz sem
fim. (c. Is 9).
Que jugo é
esse? Individualismo, guerras, maldades, mas principalmente a indiferença. Por
causa dela, cada ser humano vê o outro como um peso, como alguém que não deve
ser amado. De onde também tiramos a máxima: “para o próximo a justiça de Deus,
para mim a misericórdia”.
Se analisarmos
a fundo, esse mesmo jugo que oprimia o povo no tempo de Isaias continua muito
presente na humanidade. A indiferença, as maldades, as guerras e o
individualismo persistem num mundo onde todos falam, mas ninguém quer escutar. Então,
onde está o príncipe da paz? Por que ele ainda não reina?
A resposta vem
do modo como recebemos o salvador em nossas vidas. Maria dá a luz a Jesus numa
estrebaria, no meio do mato, sem conforto ou condições porque não havia lugar
para a Sagrada Família nas estalagens locais. Enfaixa-o em panos e o coloca
dentro de uma manjedoura, local onde os animais se alimentavam. Que ironia! O
pão dá vida é colocado no mesmo lugar onde os animais comiam!
O criador e
dono de todas as coisas ainda não encontra lugar no coração dos seres humanos e
por isso não consegue reinar. Não por falta de vontade ou insistência. Todos os
anos temos a oportunidade de celebrarmos o Natal e renovarmos nossas
esperanças. Mas por culpa da indiferença dos homens que procuram a paz em todos
os lugares, de todas as formas, menos no menino que nos foi dado.
Jesus continua
a ser ignorado e não encontrando corações acolhedores, tem que nascer na
estrebaria onde até mesmo os animais parecem reconhecê-lo como Rei do Universo.
Com toda a
sinceridade, o que me incomoda não são aqueles que odeiam Jesus, mas os ditos
cristãos que o tratam com indiferença. Todos os anos o povo que continua a andar
nas trevas tem a oportunidade de ver e experimentar esse menino, essa grande
luz, presente de Deus para renovar as esperanças. Porém, devido ao seu orgulho,
preferem buscar a paz do mundo em detrimento daquela que brota da manjedoura.
A TODOS, DESEJO UM FELIZ E ABENÇOADO NATAL!
GLÓRIA A DEUS NOS CÉUS, E NA TERRA PAZ AOS HOMENS DE
BOA VONTADE!

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