A liturgia desse domingo
nos apresenta a festa da Apresentação do Senhor. Segundo a antiga tradição judaica,
toda mulher que desse à luz ao seu primogênito deveria, quarenta dias depois do
parto, ir ao templo de Jerusalém para fazer a sua oferta de purificação e
consagração do primogênito.
Na primeira leitura, da profecia
de Malaquias, vemos o Senhor dizendo que envia um anjo aos homens para purificá-los,
afim de que possam oferecer sacrifícios aceitos pelo Senhor. Podemos dizer que
na Nova Aliança, Jesus se torna o sacrifício perfeito, pois Ele é o próprio
Deus, segunda pessoa da Trindade que vem ao nosso encontro, o cordeiro de Deus
que tira os pecados do mundo. A profecia se cumpriu!
Na segunda leitura, da
carta aos Hebreus, entendemos que Jesus, sendo Deus, esvazia-se da sua condição
divina e assume um corpo humano para tornar-se semelhante aos homens, exceto no
pecado. Seus sofrimentos e tentações fizeram com que Ele pudesse vir em socorro
dos que agora sofrem.
E o Evangelho narra a
apresentação de Jesus no templo, conforme o costume dos judeus. Simeão, chamado
de justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel, recebera uma revelação
do Espírito Santo dizendo que ele não morreria sem ver o Messias vê em Jesus o
cumprimento da revelação. Diz aos pais que o menino será futuramente sinal de
contradição para muitos que certamente não entenderão sua missão, como de fato,
não entenderam a ponto de O crucificar. Também vemos a figura da viúva Ana, que
não saia do Templo servindo a Deus com jejuns e orações. Ela reconhece o
Messias naquele menino simples e pobre trazido pelos pais.
Jesus continua sendo um
sinal de contradição. Muitos não entendem sua mensagem pois é mais fácil
assimilar o Filho de Deus como o Leão Forte da Tribo de Judá do que o Cordeiro
de Deus que tira os pecados do mundo. Jesus continua dividindo opinião fazendo
muitos homens entregarem suas vidas por Ele, enquanto outros continuam gritando
crucifica-O.
1ª Leitura: Ml 3,1-4
2ª Leitura: Hb 2,14-18
Evangelho: Lc 2,22-40
Salmo
“O Rei da glória é o Senhor onipotente!”


