quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

3º Domingo do Tempo Comum

 


Nesse terceiro domingo do tempo comum, a liturgia concentra-se em mostrar a cada batizado a sua dignidade de filho muito amado de Deus e sua missão dentro do corpo místico, que é a Igreja, colocando seus dons a serviço da edificação da comunidade.

Já na primeira leitura, vemos Esdras reunindo a assembleia para apresentar-lhe a Lei. Cada palavra era ouvida com atenção e assimilada a tal ponto daquelas pessoas chorarem diante daquilo que estava sendo lido. Esdras deixa claro que aquele é um dia consagrado ao Senhor e, portanto, não pode ser um dia de pranto ou tristeza e sim de alegria. Mas não qualquer alegria. Uma alegria que vem do Senhor e que traz força para todos caminharem juntos.

A segunda leitura, da primeira carta aos Coríntios, vemos o apóstolo Paulo mais uma vez chamando a atenção da comunidade para a unidade na diversidade. Todo batizado pertence ao corpo Místico do Senhor cuja cabeça é o próprio Cristo. Assim como no corpo humano, cada membro desempenha uma função específica, na Igreja acontece o mesmo: não existe membro melhor em detrimento de outro. Deus não faz acepção de pessoas. Todos são importantes. Se um sofre, todo o corpo sofre. Se um se alegra, todos se alegram. E assim a comunidade se beneficia daquilo que é específico de cada indivíduo.

A primeira parte do Evangelho apresenta o início do Evangelho de Lucas, onde o evangelista mostra seu registro sobre todos os acontecimentos acerca da vida de Jesus, ensinamentos e obras. Depois, pula-se para o capítulo quarto, onde Jesus ao voltar para a cidade onde se tinha criado, Nazaré, vai como de costume à Sinagoga e lê uma passagem do livro do profeta Isaías que justamente fala sobre Ele. Primeiramente diz que o Espírito de Deus está sobre Ele e o envia em missão. Depois, explicita as cinco dimensões de sua missão: Anunciar a Boa-Nova aos pobres; proclamar a libertação aos cativos; recuperar a vista aos cegos; libertar os oprimidos e proclamar um ano da graça do Senhor.

Ao anunciar a Boa-Nova aos pobres, Jesus reforça o ensinamento de Paulo mostrando que todos os batizados são importantes e têm assegurada sua dignidade. Ao proclamar a libertação os cativos, lembra que o ser humano é livre para segui-lo, pois ele acolhe a todos. O pecado já não é mais uma condenação, mas um convite para uma mudança consciente de vida. Ao recuperar a vista aos cegos, Jesus cura da cegueira humana que o prende ao plano material, revelando que a salvação vai além daquilo que os olhos podem ver. Ao libertar os oprimidos, o Senhor mostra que somos filhos de Deus, e assim, somente Ele está acima de nós. Nenhum homem tem o poder de subjugar seu irmão. E ao proclamar o ano da graça do Senhor, vemos a confirmação daquilo que Esdras anuncia na primeira leitura: a alegria do Senhor é a nossa força. Nada nesse mundo pode ser comparado com aquilo que Deus tem reservado para nós.

Como membros, devemos colocar nossos dons individuais ao serviço da comunidade. Todos juntos edificamos esse corpo. Aos olhos de Deus, todos filhos muito amados e, com igual dignidade, somos propagadores da verdadeira alegria.

 

1ª Leitura: Ne 8,2-4a.5-6.8-10

2ª Leitura: 1Cor 12,12-30

Evangelho: Lc 1,1-4;4,14-21

Salmo

“Vossas palavras, Senhor, são espírito e vida!”

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