sexta-feira, 27 de junho de 2025

São Pedro e São Paulo

 


Neste final de semana celebramos a Solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo. A liturgia nos convida a refletir sobre estas duas figuras e a considerar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e de testemunho do projeto libertador de Deus.

A primeira leitura narra com riqueza de detalhes como Pedro é libertado da prisão por um anjo enviado por Deus. Herodes prende Pedro. Viu que a morte dos apóstolos agradava os judeus. Sabendo da influência do apóstolo, usa de ‘segurança máxima’: quatro grupos com quatro soldados. Ou seja, dezesseis guardas, sem contar duas correntes para dificultar qualquer plano de fuga. Enquanto isso, a igreja rezava constantemente. Pedro é libertado da prisão por um anjo. Deus cauciona o testemunho dos discípulos cuidando deles quando o mundo os rejeita. Penso atualmente muitas ‘prisões’ impedem os batizados de evangelizarem. Muitas são as correntes que prendem os homens: o individualismo, a ganância, o poder. O Evangelho liberta, mas é necessária a contrapartida: querer ser livre.

Na segunda leitura, Paulo parece despedir-se de Timóteo. Mas não é uma despedida triste e sim carregada de tranquilidade por ter cumprido a missão: ‘combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé’. É um texto comovente e que questiona, convidando os cristãos de todas as épocas e lugares a percorrer o caminho da vida com entusiasmo, com entrega e com ânimo. Agora é só esperar a recompensa de quem dedicou a vida a transmitir integralmente a mensagem de Cristo.

O Evangelho apresenta o mandato petrino. Jesus questiona seus discípulos sobre o que dizem a seu respeito. Após relatarem, Jesus pergunta: e vocês, quem dizeis que eu sou? É Pedro, que pela comunidade, faz a profissão de fé: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Jesus aqui coloca os pilares de sua igreja. Diante de muitos que dizem que Jesus não fundou nenhuma igreja, podemos remetê-los ao versículo 18, do capítulo 16 do Evangelho de Mateus: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. E arremata dizendo que tudo o que ligares na terra, será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra será desligado no céu.

As duas colunas da Igreja, São Pedro e São Paulo, celebradas nesse domingo foram testemunhas da verdade de Cristo até a morte. Pedro morreu crucificado de cabeça para baixo. Seu corpo está enterrado embaixo da cátedra do papa, na basílica de São Pedro, em Roma. Paulo, por ser cidadão romano, foi decapitado.

 1ª LEITURA: At 12,1-11

2ª LEITURA: 2Tm 4,6-8.17-18

EVANGELHO: Mt 16,13-19

SALMO

“De todos os temores me livrou o Senhor Deus”.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Santíssima Trindade

        O mistério da Santíssima Trindade

A festa que celebramos nesse final de semana não é um convite a decifrar o mistério que se esconde por detrás de "um Deus em três pessoas", mas é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.

        A primeira leitura sugere-nos a contemplação de um Deus criador. A sua bondade e o seu amor estão inscritos e manifestam-se aos homens na beleza e na harmonia das obras criadas (Jesus Cristo é “sabedoria” de Deus e o grande revelador do amor do Pai).

        A segunda leitura, convida-nos a contemplar o Deus que nos ama e que, por isso, nos “justifica”, de forma gratuita e incondicional. É através do Filho que os dons de Deus-Pai se derramam sobre nós e nos oferecem a vida em plenitude.

        O Evangelho convoca-nos, outra vez, para contemplar o amor do Pai, que se manifesta na doação e na entrega do Filho e que continua a acompanhar a nossa caminhada histórica através do Espírito. A meta final desta “história de amor” é a nossa inserção plena na comunhão com o Deus/amor, com o Deus/família, com o Deus/comunidade.

 

Primeira Leitura: Pr 8,22-31


Segunda Leitura: Rm 5,1-5


Evangelho: Jo 16,12-15


Salmo

“Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!”

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Pentecostes

 


O tema deste domingo é, evidentemente, o Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade. Dom de Deus a todos os crentes, o Espírito dá vida, renova, transforma, constrói comunidade e faz nascer o homem novo.

Na primeira leitura, Lucas sugere que o Espírito Santo é a lei nova que orienta a caminhada dos crentes. É ele que cria a nova comunidade do Povo de Deus, que faz com que os homens sejam capazes de ultrapassar as suas diferenças e comunicar, que une numa mesma comunidade de amor, povos de todas as raças e culturas.

Na segunda leitura, Paulo avisa que o Espírito é a fonte de onde brota a vida da comunidade cristã. É ele que concede os dons que enriquecem a comunidade e que fomenta a unidade de todos os membros; por isso, esses dons não podem ser usados para benefício pessoal, mas devem ser postos ao serviço de todos.

O Evangelho apresenta-nos a comunidade cristã, reunida à volta de Jesus ressuscitado. Para João, esta comunidade passa a ser uma comunidade viva, recriada, nova, a partir do dom do Espírito. É o Espírito que permite aos crentes superarem o medo e as limitações e dar testemunho no mundo desse amor que Jesus viveu até às últimas consequências.

 

1ª LEITURA: At 2,1-11

2ª LEITURA: 1Cor 12,3b-7.12-13

EVANGELHO: Jo 20,19-23

SALMO

“Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai”.

Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria

  Nesse final de semana celebramos a Assunção de Nossa Senhora. Tal celebração, para nós católicos, é dogma de fé. Foi definido pelo papa Pi...