A liturgia deste 15º Domingo do Tempo
Comum procura definir o caminho para encontrar a vida eterna. É no amor a Deus
e aos outros que encontramos a vida.
A primeira leitura reflete, sobretudo,
sobre a questão do amor a Deus. Convida os crentes a fazer de Deus o centro da
sua vida e a amá-lo de todo o coração. Como? Escutando a sua voz no íntimo do coração
e percorrendo o caminho dos seus mandamentos.
Na segunda leitura, Paulo apresenta-nos
um hino que propõe Cristo como referência fundamental, como o centro à volta do
qual se constrói a história e a vida de cada crente. O texto foge, um tanto, à
temática geral das outras duas leituras; no entanto, a catequese sobre a
centralidade de Cristo leva-nos a pensar na importância do que ele nos diz no
Evangelho de hoje. Se Cristo é o centro a partir do qual tudo se constrói,
convém escutá-lo atentamente e fazer do amor a Deus e aos outros uma exigência fundamental
da nossa caminhada.
E o Evangelho sugere que essa vida plena
não está no cumprimento de determinados ritos, mas no amor a Deus e aos irmãos.
Como exemplo, apresenta-se a figura de um samaritano – um herege, um infiel,
segundo os padrões judaicos, mas que é capaz de deixar tudo para estender a mão
a um irmão caído na beira da estrada. “Vai e faz o mesmo” – diz Jesus a cada um
dos que o querem seguir no caminho da vida plena.
Não existe salvação sem compaixão e amor
a Deus e ao próximo. É preciso estar atento ao chamado constante de Deus que se
faz presente também no irmão que sofre.
1ª Leitura: Dt 30,10-14
2ª Leitura: Cl 1,15-20
Evangelho: Lc 10,25-37
Salmo
Humildes, buscai a Deus e alegrai-vos: o
vosso coração reviverá!

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