sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

2º Domingo do Tempo Comum

 


A liturgia desse 2º domingo do tempo comum mostra que Deus jamais abandona seu povo renovando sua esperança e trazendo a verdadeira alegria. Porém, cada batizado deve colocar seus dons a serviço do bem comum.

Já na primeira leitura vemos Isaias dizendo que não irá se calar enquanto não ver a justiça reinar em Jerusalém. O profeta relembra de que Javé nunca abandonou seu povo eleito e que sim, mesmo diante das intempéries e dificuldades é um Deus presente, que caminha ao nosso lado.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo esclarece que o povo de Deus deve formar uma unidade na diversidade e não uma uniformidade. O Espírito distribui os dons conforme lhe apraz, mas são os homens em sua liberdade que colocam tais presentes a serviço dos irmãos. Tudo em vista do bem comum, para a edificação da comunidade.

E o evangelho nos presenteia com a belíssima passagem das bodas de Caná, onde Jesus inicia os sinais publicamente. Maria ao notar que a família dos noivos não tinha mais vinho para servir, recorre a seu filho pedindo que Ele viesse em socorro daquilo que poderia se tornar um vexame. Jesus realiza o milagre transformando a água em vinho, e esse se torna tão bom que até mesmo o mestre-sala admira-se de sua excelência. No relato, diz-se que havia seis talhas. Na bíblia, o número seis é considerado imperfeito, em contraposição ao sete, que é o número da perfeição. Com isso entendemos que a sétima talha é o próprio Cristo, que se apresenta como a verdadeira e plena alegria da festa e que sem Ele, nenhuma alegria pode ser perene.

A fé supõe a natureza. Deus ajuda, mas o ser humano deve colocar seus dons a serviço dos irmãos em vista do bem-comum. Jesus transforma a água em vinho, mas precisa das talhas imperfeitas e limitadas que são os homens. Não existe na Igreja ministério melhor do que o outro. Todos são importantes. Cada talha, do seu tamanho é importante para que todos tenham alegria.

As vezes vemos dentro da igreja uma competição nociva, onde cada um quer parecer ser melhor do que os outros. Pobres talhas. Só a sétima talha é perfeita. Não entendem que é no serviço desinteressado e gratuito que juntos edificamos o corpo de Jesus, que jamais nos abandona.

Tenhamos a humildade de Maria de recorrer a Jesus em meio as infelicidades da vida e saibamos reconhecer que sem Ele nunca teremos a verdadeira alegria. Coloquemos os nossos dons a serviço da comunidade não em vista de vanglória ou vaidade, mas em vista do bem comum. Todos se beneficiam quando cada um coloca um pouquinho de si a disposição.

 

1ª Leitura: Is 62,1-5

2ª Leitura: 1Cor 12,4-11

Evangelho: Jo 2,1-11

Salmo:

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, manifestai os seus prodígios entre os povos!”

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria

  Nesse final de semana celebramos a Assunção de Nossa Senhora. Tal celebração, para nós católicos, é dogma de fé. Foi definido pelo papa Pi...