terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

8º Domingo do Tempo Comum

 


A liturgia do 8º domingo do tempo comum vem nos encorajar a mantermos a vigilância e cultivarmos o anseio pelo céu. O homem que busca o céu mostra através de suas obras seu desejo incessante pelo encontro com o Criador.

Já na primeira leitura vemos o eclesiástico nos chamando a atenção para as palavras do homem. Elas revelam como o homem cultiva seu desejo pelo céu. Através da conversação, provamos o homem e vemos onde estão realmente suas intensões. Igualmente, a passagem nos aconselha a não elogiarmos ninguém antes de ouvi-lo.

A passagem apresentada como segunda leitura é da Primeira Carta aos Coríntios. Nela, o apóstolo recorda para onde devem estar canalizadas nossas energias. Enquanto nesse mundo, estamos presos a um corpo corruptível, sujeito a morte e a degradação. Fomos feitos para a vida eterna, onde seremos revestidos de incorruptibilidade e imortalidade. Enquanto peregrinos nesse mundo, o pecado nos atormenta tal como um aguilhão, um ferrão que nos lembra a todo instante que não fomos feitos para essa vida. O homem deve buscar o céu com todo o empenho.

Como manter-se focado no céu? No Evangelho, o próprio Cristo nos aconselha a primeiro cuidarmos de nossa salvação, para depois buscarmos a salvação de outrem. Nossa caminhada nos impele a sempre nos aperfeiçoarmos no caminho. Através dos frutos conhecemos a árvore. Aqui vemos mais uma referência sobre as palavras humanas: “a boca fala do que o coração está cheio”. É nesse interim que somos estimulados a enchermos os nossos corações para assim, aproximarmos as pessoas de Deus. Ninguém dá o que não tem. Se tenho um coração maldoso, cheio de coisas ruins, inevitavelmente não poderemos conduzir ninguém para Deus. Seremos cegos tentando guiar outros cegos.

A liturgia desse final de semana parece continuar o que ouvimos no último domingo. Nascemos homens terrestres, tais como Adão. Mas ao longo da vida, vamos nos aperfeiçoando conforme vamos nos configurando ao Homem Celeste – Jesus Cristo – que nos ensina a Misericórdia. Conforme praticamos boas obras, vamos alimentando em nós o céu e assim nos transformando em Cristo. Quiçá um dia possamos dizer como Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em mim!”

 

1ª Leitura: Eclo 27,5-8

2ª Leitura: 1Cor 15,54-58

Evangelho: Lc 6,39-45

Salmo

“Como é bom agradecermos ao Senhor”.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

7º Domingo do Tempo Comum

 


A liturgia deste domingo exige-nos o amor total, o amor sem limites, mesmo para com os nossos inimigos. Convida-nos a pôr de lado a lógica da violência e a substituí-la pela lógica do amor.

Na primeira leitura, vemos o soldado Abisai, diante de uma situação favorável onde Saul está dormindo profundamente aconselhar Davi a matá-lo sem piedade, pois considera que Deus entregou o inimigo nas mãos dele. Davi, mesmo sabendo que Saul é seu inimigo mortal, não o faz, pois o rei é o ungido do Senhor e por isso, seu algoz não ficaria impune diante da justiça divina. Davi escolhe a misericórdia.

A segunda leitura, retirada da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, apresenta uma continuação da catequese iniciada há alguns domingos sobre a ressurreição. Podemos ligá-la ao tema central da Palavra de Deus deste Domingo – o amor aos inimigos – dizendo que é na lógica do amor que preparamos essa vida plena que Deus nos reserva; e que o amor vivido com radicalidade e sem limitações é um anúncio desse mundo novo que nos espera para além desta terra. Se por um lado, o primeiro homem, Adão, foi um ser vivo, mas terrestre. O segundo homem, Jesus, foi um espírito vivificante, celeste. A ressurreição d’Ele trouxe a humanidade uma nova visão além morte terrena que culmina na vida eterna com Deus.

O evangelho reforça a proposta sobre o perdão aos inimigos. Exige dos seguidores de Jesus um coração sempre disponível para perdoar, para acolher, para dar a mão, independentemente de quem esteja do outro lado. Não se trata de amar apenas os membros do próprio grupo social, da própria raça, do próprio povo, da própria classe, partido, igreja ou clube de futebol; trata-se de um amor sem discriminações, que nos leve a ver em cada homem um irmão.

Ser misericordioso como o Pai não é tarefa fácil, pois enquanto peregrinos nesse mundo passageiros, estamos condicionados a condição terrena que exige, numa justiça equitativa, devolver as bofetadas. Alimentar o homem celeste é superar esses condicionamentos e almejar as coisas eternas em vista da vida eterna. É praticar a misericórdia em relação a todos, mesmo àqueles que nos ofendem. O perdão de Davi a Saul deve nos inspirar. O clamor de Jesus na cruz, nos conduzir: “Pai, perdoa-lhes. Eles não sabem o que fazem.

 

1ª Leitura: 1Sm 26,2.7-9.12-13.22-23

2ª Leitura: 1Cor 15,45-49

Evangelho: Lc 6,27-38

Salmo:

“O Senhor é bondoso e compassivo”.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

6º Domingo do Tempo Comum

 


A Palavra de Deus que nos é proposta neste Domingo leva-nos a refletir sobre o protagonismo que Deus e as suas propostas têm em nossa existência.

Na primeira leitura, o profeta Jeremias põe frente a frente a autossuficiência daqueles que prescindem de Deus e escolhem viver à margem das suas propostas, com a atitude dos que escolhem confiar em Deus e entregar-se nas suas mãos. É maldito o homem que confia no homem, visto que esse é finito, passageiro, volúvel, fácil de ser enganar. Na medida em que se volta para si mesmo, o homem afasta-se de Deus. Diferente do homem que confia plenamente em Deus, que é o Senhor de Tudo.  O profeta o compara a uma árvore de raízes firmes, plantada perto das águas e por isso não teme a chegada do calor. Por saber em quem põe a confiança, nunca deixa de dar frutos e sabe que sem esse amparo jamais conseguiria fazer algo. Prescindir de Deus é percorrer um caminho de morte e renunciar à felicidade e à vida plena.

A segunda leitura, retirada da carta de São Paulo aos Coríntios, fala de nossa ressurreição que é consequência da ressurreição de Jesus. Sugere que a nossa vida não pode ser lida exclusivamente à luz dos critérios deste mundo: ela atinge o seu sentido pleno e total quando, pela ressurreição, desabrochamos para o Homem Novo. Ora, isso só acontecerá se não nos conformarmos com a lógica deste mundo, mas apontarmos a nossa existência para Deus e para a vida plena que Ele tem para nós.

O Evangelho proclama bem-aventurados – felizes – os que constroem a sua vida à luz dos valores propostos por Deus e infelizes os que preferem o egoísmo, o orgulho e a autossuficiência. Sugere que os preferidos de Deus são os que vivem na simplicidade, na humildade e na debilidade, mesmo que, à luz dos critérios humanos, eles sejam desgraçados, marginais, incapazes de fazer ouvir a sua voz diante do trono dos poderosos que presidem aos destinos do mundo.

É impossível crer em Jesus e não acreditar na ressurreição ou pregar algo diferente disso, como a reencarnação. O que dá sentido à fé cristã é justamente a ressurreição de Jesus. Se não fosse ela, os que morreram confiando n’Ele teriam perdido tempo. A ressurreição nos sintoniza com a vida futura, onde os que aqui sofrem, serão bem-aventurados, pois confiaram plenamente em Deus, e não naqueles que matam o corpo ou apenas dispõe de uma vida passageira, limitada e presa ao tempo.

 

1ª LEITURA: Jr 17,5-8

2ª LEITURA: 1Cor 15,12.16-20

EVANGELHO: Lc 6,17.20-26

 

SALMO

“É feliz quem a Deus se confia!”

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

5º Domingo do Tempo Comum

 


A liturgia do 5º domingo do tempo comum apresenta-nos a missão de evangelizar recebida pelo mandato de Jesus a Pedro, e que se estende a todos os batizados: “De hoje em diante tu serás pescador de homens”.

Na primeira leitura, retirada do livro do profeta Isaías, vemos este apavorado diante da visão da grandeza e magnitude da glória de Deus ao confrontá-la com a sua pequenez. Um serafim coloca-lhe uma brasa nos lábios, purificando-o de todos os seus pecados. Agora, o profeta não tem desculpas. Diante da pergunta do Senhor – quem enviarei? – prontamente responde: “Aqui estou! Envia-me!”

Se na primeira leitura, temos o foco no mensageiro, na segunda leitura, da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, temos o conteúdo da mensagem a ser enviada. O apóstolo diz que seremos salvos pelo evangelho pregado pelos apóstolos. A base da fé cristã está no querigma. Inicialmente essa palavra estava relacionada aos homens – quérix – que percorriam os reinos anunciando notícias. Para os cristãos, tornou-se sinônimo do primeiro anúncio das verdades de fé. É um resumo de toda a pregação dos apóstolos: Jesus de Nazaré, o Cristo, foi morto, ressuscitado e exaltado à direita de Deus Pai. Essa é a mensagem que somos todos convidados a continuar anunciando e perpetuando ao longo dos séculos. Não temos desculpas para não cumprirmos essa ordem. O próprio Paulo, antes perseguidor dos cristãos tornou-se o apóstolo das nações e anunciou incansavelmente o querigma por onde passou.

E no evangelho temos Jesus usando uma barca como púlpito na margem do Lago de Genesaré. Jesus confronta Pedro, um pescador profissional, a lançar as redes em águas mais profundas. Pedro, incrédulo e talvez desesperançoso pela falta de êxito das últimas horas, em atenção à palavra de Jesus aceita o desafio e pega grande quantidade de peixes ao ponto de ter que chamar auxiliares para ajudá-lo a colocar o produto dentro da barca. E agora vem o envio: “De hoje em diante tu serás pescador de homens”.

Tanto Isaías, quanto Pedro e Paulo tornam-se anunciadores de Deus. Pedro e Paulo mensageiros do querigma, da Boa Nova de Jesus. A pesca de Pedro agora é para a eternidade. Na Igreja de Cristo, todo batizado é missionário. Não temos desculpa. Mas tudo é graça d’Ele. Se somos pecadores, a misericórdia de Deus toca-nos a língua como uma brasa quente na Eucaristia. Se estamos desanimados diante das maldades do mundo ou pela falta de fé das pessoas, Jesus pede que lancemos as redes em águas mais profundas. O mesmo Jesus que morreu, ressuscitou e está à direita do Pai continua a ser Palavra viva e encarnada para as nações.

 

1ª Leitura: Is 6,1-2a.3-8

2ª Leitura: 1Cor 15,1-11

Evangelho: Lc 5,1-11

 

Salmo

“Vou cantar-vos, ante os  anjos, ó Senhor, e ante o  vosso  templo vou prostrar-me”

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Apresentação do Senhor

 


A liturgia desse domingo nos apresenta a festa da Apresentação do Senhor. Segundo a antiga tradição judaica, toda mulher que desse à luz ao seu primogênito deveria, quarenta dias depois do parto, ir ao templo de Jerusalém para fazer a sua oferta de purificação e consagração do primogênito.

Na primeira leitura, da profecia de Malaquias, vemos o Senhor dizendo que envia um anjo aos homens para purificá-los, afim de que possam oferecer sacrifícios aceitos pelo Senhor. Podemos dizer que na Nova Aliança, Jesus se torna o sacrifício perfeito, pois Ele é o próprio Deus, segunda pessoa da Trindade que vem ao nosso encontro, o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. A profecia se cumpriu!

Na segunda leitura, da carta aos Hebreus, entendemos que Jesus, sendo Deus, esvazia-se da sua condição divina e assume um corpo humano para tornar-se semelhante aos homens, exceto no pecado. Seus sofrimentos e tentações fizeram com que Ele pudesse vir em socorro dos que agora sofrem.

E o Evangelho narra a apresentação de Jesus no templo, conforme o costume dos judeus. Simeão, chamado de justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel, recebera uma revelação do Espírito Santo dizendo que ele não morreria sem ver o Messias vê em Jesus o cumprimento da revelação. Diz aos pais que o menino será futuramente sinal de contradição para muitos que certamente não entenderão sua missão, como de fato, não entenderam a ponto de O crucificar. Também vemos a figura da viúva Ana, que não saia do Templo servindo a Deus com jejuns e orações. Ela reconhece o Messias naquele menino simples e pobre trazido pelos pais.

Jesus continua sendo um sinal de contradição. Muitos não entendem sua mensagem pois é mais fácil assimilar o Filho de Deus como o Leão Forte da Tribo de Judá do que o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Jesus continua dividindo opinião fazendo muitos homens entregarem suas vidas por Ele, enquanto outros continuam gritando crucifica-O.

 

1ª Leitura: Ml 3,1-4

2ª Leitura: Hb 2,14-18

Evangelho: Lc 2,22-40

Salmo

“O Rei da glória é o Senhor onipotente!”

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

3º Domingo do Tempo Comum

 


Nesse terceiro domingo do tempo comum, a liturgia concentra-se em mostrar a cada batizado a sua dignidade de filho muito amado de Deus e sua missão dentro do corpo místico, que é a Igreja, colocando seus dons a serviço da edificação da comunidade.

Já na primeira leitura, vemos Esdras reunindo a assembleia para apresentar-lhe a Lei. Cada palavra era ouvida com atenção e assimilada a tal ponto daquelas pessoas chorarem diante daquilo que estava sendo lido. Esdras deixa claro que aquele é um dia consagrado ao Senhor e, portanto, não pode ser um dia de pranto ou tristeza e sim de alegria. Mas não qualquer alegria. Uma alegria que vem do Senhor e que traz força para todos caminharem juntos.

A segunda leitura, da primeira carta aos Coríntios, vemos o apóstolo Paulo mais uma vez chamando a atenção da comunidade para a unidade na diversidade. Todo batizado pertence ao corpo Místico do Senhor cuja cabeça é o próprio Cristo. Assim como no corpo humano, cada membro desempenha uma função específica, na Igreja acontece o mesmo: não existe membro melhor em detrimento de outro. Deus não faz acepção de pessoas. Todos são importantes. Se um sofre, todo o corpo sofre. Se um se alegra, todos se alegram. E assim a comunidade se beneficia daquilo que é específico de cada indivíduo.

A primeira parte do Evangelho apresenta o início do Evangelho de Lucas, onde o evangelista mostra seu registro sobre todos os acontecimentos acerca da vida de Jesus, ensinamentos e obras. Depois, pula-se para o capítulo quarto, onde Jesus ao voltar para a cidade onde se tinha criado, Nazaré, vai como de costume à Sinagoga e lê uma passagem do livro do profeta Isaías que justamente fala sobre Ele. Primeiramente diz que o Espírito de Deus está sobre Ele e o envia em missão. Depois, explicita as cinco dimensões de sua missão: Anunciar a Boa-Nova aos pobres; proclamar a libertação aos cativos; recuperar a vista aos cegos; libertar os oprimidos e proclamar um ano da graça do Senhor.

Ao anunciar a Boa-Nova aos pobres, Jesus reforça o ensinamento de Paulo mostrando que todos os batizados são importantes e têm assegurada sua dignidade. Ao proclamar a libertação os cativos, lembra que o ser humano é livre para segui-lo, pois ele acolhe a todos. O pecado já não é mais uma condenação, mas um convite para uma mudança consciente de vida. Ao recuperar a vista aos cegos, Jesus cura da cegueira humana que o prende ao plano material, revelando que a salvação vai além daquilo que os olhos podem ver. Ao libertar os oprimidos, o Senhor mostra que somos filhos de Deus, e assim, somente Ele está acima de nós. Nenhum homem tem o poder de subjugar seu irmão. E ao proclamar o ano da graça do Senhor, vemos a confirmação daquilo que Esdras anuncia na primeira leitura: a alegria do Senhor é a nossa força. Nada nesse mundo pode ser comparado com aquilo que Deus tem reservado para nós.

Como membros, devemos colocar nossos dons individuais ao serviço da comunidade. Todos juntos edificamos esse corpo. Aos olhos de Deus, todos filhos muito amados e, com igual dignidade, somos propagadores da verdadeira alegria.

 

1ª Leitura: Ne 8,2-4a.5-6.8-10

2ª Leitura: 1Cor 12,12-30

Evangelho: Lc 1,1-4;4,14-21

Salmo

“Vossas palavras, Senhor, são espírito e vida!”

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

2º Domingo do Tempo Comum

 


A liturgia desse 2º domingo do tempo comum mostra que Deus jamais abandona seu povo renovando sua esperança e trazendo a verdadeira alegria. Porém, cada batizado deve colocar seus dons a serviço do bem comum.

Já na primeira leitura vemos Isaias dizendo que não irá se calar enquanto não ver a justiça reinar em Jerusalém. O profeta relembra de que Javé nunca abandonou seu povo eleito e que sim, mesmo diante das intempéries e dificuldades é um Deus presente, que caminha ao nosso lado.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo esclarece que o povo de Deus deve formar uma unidade na diversidade e não uma uniformidade. O Espírito distribui os dons conforme lhe apraz, mas são os homens em sua liberdade que colocam tais presentes a serviço dos irmãos. Tudo em vista do bem comum, para a edificação da comunidade.

E o evangelho nos presenteia com a belíssima passagem das bodas de Caná, onde Jesus inicia os sinais publicamente. Maria ao notar que a família dos noivos não tinha mais vinho para servir, recorre a seu filho pedindo que Ele viesse em socorro daquilo que poderia se tornar um vexame. Jesus realiza o milagre transformando a água em vinho, e esse se torna tão bom que até mesmo o mestre-sala admira-se de sua excelência. No relato, diz-se que havia seis talhas. Na bíblia, o número seis é considerado imperfeito, em contraposição ao sete, que é o número da perfeição. Com isso entendemos que a sétima talha é o próprio Cristo, que se apresenta como a verdadeira e plena alegria da festa e que sem Ele, nenhuma alegria pode ser perene.

A fé supõe a natureza. Deus ajuda, mas o ser humano deve colocar seus dons a serviço dos irmãos em vista do bem-comum. Jesus transforma a água em vinho, mas precisa das talhas imperfeitas e limitadas que são os homens. Não existe na Igreja ministério melhor do que o outro. Todos são importantes. Cada talha, do seu tamanho é importante para que todos tenham alegria.

As vezes vemos dentro da igreja uma competição nociva, onde cada um quer parecer ser melhor do que os outros. Pobres talhas. Só a sétima talha é perfeita. Não entendem que é no serviço desinteressado e gratuito que juntos edificamos o corpo de Jesus, que jamais nos abandona.

Tenhamos a humildade de Maria de recorrer a Jesus em meio as infelicidades da vida e saibamos reconhecer que sem Ele nunca teremos a verdadeira alegria. Coloquemos os nossos dons a serviço da comunidade não em vista de vanglória ou vaidade, mas em vista do bem comum. Todos se beneficiam quando cada um coloca um pouquinho de si a disposição.

 

1ª Leitura: Is 62,1-5

2ª Leitura: 1Cor 12,4-11

Evangelho: Jo 2,1-11

Salmo:

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, manifestai os seus prodígios entre os povos!”

Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria

  Nesse final de semana celebramos a Assunção de Nossa Senhora. Tal celebração, para nós católicos, é dogma de fé. Foi definido pelo papa Pi...