terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

6º Domingo do Tempo Comum

 


A Palavra de Deus que nos é proposta neste Domingo leva-nos a refletir sobre o protagonismo que Deus e as suas propostas têm em nossa existência.

Na primeira leitura, o profeta Jeremias põe frente a frente a autossuficiência daqueles que prescindem de Deus e escolhem viver à margem das suas propostas, com a atitude dos que escolhem confiar em Deus e entregar-se nas suas mãos. É maldito o homem que confia no homem, visto que esse é finito, passageiro, volúvel, fácil de ser enganar. Na medida em que se volta para si mesmo, o homem afasta-se de Deus. Diferente do homem que confia plenamente em Deus, que é o Senhor de Tudo.  O profeta o compara a uma árvore de raízes firmes, plantada perto das águas e por isso não teme a chegada do calor. Por saber em quem põe a confiança, nunca deixa de dar frutos e sabe que sem esse amparo jamais conseguiria fazer algo. Prescindir de Deus é percorrer um caminho de morte e renunciar à felicidade e à vida plena.

A segunda leitura, retirada da carta de São Paulo aos Coríntios, fala de nossa ressurreição que é consequência da ressurreição de Jesus. Sugere que a nossa vida não pode ser lida exclusivamente à luz dos critérios deste mundo: ela atinge o seu sentido pleno e total quando, pela ressurreição, desabrochamos para o Homem Novo. Ora, isso só acontecerá se não nos conformarmos com a lógica deste mundo, mas apontarmos a nossa existência para Deus e para a vida plena que Ele tem para nós.

O Evangelho proclama bem-aventurados – felizes – os que constroem a sua vida à luz dos valores propostos por Deus e infelizes os que preferem o egoísmo, o orgulho e a autossuficiência. Sugere que os preferidos de Deus são os que vivem na simplicidade, na humildade e na debilidade, mesmo que, à luz dos critérios humanos, eles sejam desgraçados, marginais, incapazes de fazer ouvir a sua voz diante do trono dos poderosos que presidem aos destinos do mundo.

É impossível crer em Jesus e não acreditar na ressurreição ou pregar algo diferente disso, como a reencarnação. O que dá sentido à fé cristã é justamente a ressurreição de Jesus. Se não fosse ela, os que morreram confiando n’Ele teriam perdido tempo. A ressurreição nos sintoniza com a vida futura, onde os que aqui sofrem, serão bem-aventurados, pois confiaram plenamente em Deus, e não naqueles que matam o corpo ou apenas dispõe de uma vida passageira, limitada e presa ao tempo.

 

1ª LEITURA: Jr 17,5-8

2ª LEITURA: 1Cor 15,12.16-20

EVANGELHO: Lc 6,17.20-26

 

SALMO

“É feliz quem a Deus se confia!”

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