A
Palavra de Deus que nos é proposta neste Domingo leva-nos a refletir sobre o
protagonismo que Deus e as suas propostas têm em nossa existência.
Na
primeira leitura, o profeta Jeremias põe frente a frente a autossuficiência
daqueles que prescindem de Deus e escolhem viver à margem das suas propostas,
com a atitude dos que escolhem confiar em Deus e entregar-se nas suas mãos. É
maldito o homem que confia no homem, visto que esse é finito, passageiro,
volúvel, fácil de ser enganar. Na medida em que se volta para si mesmo, o homem
afasta-se de Deus. Diferente do homem que confia plenamente em Deus, que é o
Senhor de Tudo. O profeta o compara a
uma árvore de raízes firmes, plantada perto das águas e por isso não teme a
chegada do calor. Por saber em quem põe a confiança, nunca deixa de dar frutos
e sabe que sem esse amparo jamais conseguiria fazer algo. Prescindir de Deus é
percorrer um caminho de morte e renunciar à felicidade e à vida plena.
A
segunda leitura, retirada da carta de São Paulo aos Coríntios, fala de nossa
ressurreição que é consequência da ressurreição de Jesus. Sugere que a nossa
vida não pode ser lida exclusivamente à luz dos critérios deste mundo: ela
atinge o seu sentido pleno e total quando, pela ressurreição, desabrochamos
para o Homem Novo. Ora, isso só acontecerá se não nos conformarmos com a lógica
deste mundo, mas apontarmos a nossa existência para Deus e para a vida plena
que Ele tem para nós.
O
Evangelho proclama bem-aventurados – felizes – os que constroem a sua vida à
luz dos valores propostos por Deus e infelizes os que preferem o egoísmo, o orgulho
e a autossuficiência. Sugere que os preferidos de Deus são os que vivem na
simplicidade, na humildade e na debilidade, mesmo que, à luz dos critérios
humanos, eles sejam desgraçados, marginais, incapazes de fazer ouvir a sua voz
diante do trono dos poderosos que presidem aos destinos do mundo.
É
impossível crer em Jesus e não acreditar na ressurreição ou pregar algo
diferente disso, como a reencarnação. O que dá sentido à fé cristã é justamente
a ressurreição de Jesus. Se não fosse ela, os que morreram confiando n’Ele
teriam perdido tempo. A ressurreição nos sintoniza com a vida futura, onde os
que aqui sofrem, serão bem-aventurados, pois confiaram plenamente em Deus, e
não naqueles que matam o corpo ou apenas dispõe de uma vida passageira, limitada
e presa ao tempo.
1ª
LEITURA: Jr 17,5-8
2ª
LEITURA: 1Cor 15,12.16-20
EVANGELHO:
Lc 6,17.20-26
SALMO
“É
feliz quem a Deus se confia!”

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