O tema fundamental da liturgia deste domingo é o do
amor: o que identifica os seguidores de Jesus é a capacidade de amar até o dom
total da vida.
Na primeira leitura, apresenta-se a vida das
comunidades cristãs primitivas chamadas a viver no amor. No meio das
vicissitudes, ou seja, das mudanças da vida e das crises, são comunidades
fraternas, onde os irmãos se entreajudam, se fortalecem uns aos outros nas
dificuldades, se amam e dão testemunho do amor de Deus. É esse projeto que
motiva Paulo e Barnabé e é essa proposta que eles levam, com a generosidade de
quem ama. Também deixam claro que quem faz a obra acontecer é Deus. Eles são
apenas instrumentos.
A segunda leitura apresenta-nos a meta final para onde
caminhamos: o novo céu e a nova terra, a realização da utopia, o rosto final
dessa comunidade de chamados a viver no amor. Nessa Nova Jerusalém, Deus habita
entre nós e não há mais distinção entre céu e terra.
E no Evangelho, Jesus despede-se dos seus discípulos e
deixa-lhes em testamento o ‘novo mandamento’: ‘amai-vos uns aos outros, como Eu
vos amei’. É nessa entrega radical da vida que se cumpre a vocação cristã e que
se dá testemunho no mundo do amor de Deus.
Jesus ‘sobe a régua’ quando o assunto é amor. Se antes,
deveríamos amar o próximo como a nós mesmos, agora devemos amar como o próprio Cristo
nos amou: ao ponto de darmos a vida uns pelos outros. Nesse projeto, a oblação
de si mesmo garante a entrada na pátria celeste além de conquistar o olhar
amoroso do Pai. Não é tarefa fácil amar até esse ponto. Mas quando temos os
olhos fixos na meta da vida eterna, vemos que a vida terrena é passageira e que
tudo perde o valor diante da promessa do ‘novo céu e da nova terra’.
Primeira Leitura: At 14,21b-27
Segunda Leitura: Ap 21,1-5a
Evangelho: Jo 13,31-33a.34-35
Salmo
“Bendirei o vosso nome, ó meu Deus, meu Senhor e meu
Rei para sempre”.

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