sábado, 10 de maio de 2025

4º Domingo do Tempo Pascal

 


O 4º Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois, todos os anos, a liturgia propõe um trecho do capítulo 10 do Evangelho de São João, no qual Jesus é apresentado como o Bom Pastor. Esse é, portanto, o tema central que a Palavra de Deus hoje nos propõe.

A primeira leitura, por sua vez, apresenta-nos duas atitudes diferentes diante da proposta que o Pastor (Cristo) nos traz. De um lado, estão as ‘ovelhas’ cheias de autossuficiência, satisfeitas e comodamente instaladas em suas certezas; de outro, estão outras ovelhas, permanentemente atentas à voz do Pastor, dispostas a arriscar segui-Lo até as pastagens da vida abundante. É esta última atitude que nos é proposta. Muitos se convertiam a Cristo pelo testemunho e pela pregação de Paulo e Barnabé, que insistiam para que eles continuassem fiéis à graça recebida. Porém, muitos judeus invejavam os dois missionários que espalhavam a Palavra do Senhor por onde passavam, chegando até a instigar pessoas influentes contra Paulo e Barnabé. Estes, corajosamente, seguem em frente, dizendo que cumpriram a missão em relação aos judeus e que agora iriam evangelizar os pagãos.

A segunda leitura apresenta a meta final do rebanho que seguiu Jesus, o Bom Pastor: a vida total, de felicidade sem fim. O Apocalipse diz que João viu uma imensa multidão de gente de todas as nações. Aqui podemos ver que essa multidão, advinda da grande tribulação, percorreu os caminhos da história. Por isso, está relacionada a todos os tempos e lugares. Lavaram e alvejaram suas roupas no sangue do Cordeiro, pois deram a vida pela verdade do Evangelho. É o próprio Deus que as recebe em Sua glória, enxugando suas lágrimas e servindo-lhes à mesa.

E o Evangelho apresenta Cristo como o Bom Pastor, cuja missão é trazer a vida plena às ovelhas do Seu rebanho; as ovelhas, por sua vez, são convidadas a escutar o Pastor, a acolher a Sua proposta e a segui-Lo. É dessa forma que encontrarão a vida em plenitude. O Bom Pastor, por sua vez, reconhece cada ovelha e cuida de cada uma em particular.

É interessante notar que, em toda a liturgia desse domingo, a conquista da vida eterna está condicionada ao seguimento confiante do Bom Pastor. Paulo e Barnabé não se deixaram abater diante da inveja dos judeus, que não se conformavam com a conversão de seus compatriotas a Cristo. Continuavam anunciando aos povos sem medo, pois a Palavra de Deus precisava chegar aos confins de toda a terra. Todos teremos tribulações. O fato de pertencermos ao rebanho de Jesus não tira de nós, enquanto peregrinos na terra, os sofrimentos. Jesus promete felicidade, não facilidade.

Não tenhamos medo. Confiemos no Bom Pastor. Ele sabe onde estão as melhores pastagens. Ouçamos a voz de Jesus pregada pelos apóstolos e seus sucessores. Deixemo-nos conduzir por Aquele que é capaz de nos dar a vida eterna.

 

1ª Leitura: At 13,14.43-52

2ª Leitura: Ap 7,9.14b-17

Evangelho: Jo 10,27-30

Salmo:

“Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, nós somos seu povo e seu rebanho.


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