A Solenidade da Ascenção de Jesus que celebramos
sugere que, no final de um caminho percorrido no amor e na doação, está a avida
definitiva, em comunhão com Deus. Sugere, também, que Jesus nos deixou o
testemunho e que somos agora nós, seus seguidores, que devemos continuar a
realizar o projeto libertador de Deus para os homens e para o mundo.
Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial
desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projeto do Pai, entrou
na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que
percorrem o mesmo caminho de Jesus. Quanto aos discípulos, eles não podem ficar
a olhar para o céu, numa passividade alienante, mas têm de ir para o meio dos
homens continuar o projeto de Jesus.
A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência
da esperança a que foram chamados: a vida plena de comunhão com Deus. Devem
caminhar ao encontro dessa esperança de mãos dadas com os irmãos – membros do
mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo
reside nesse “corpo”.
O Evangelho apresenta-nos as palavras de despedida de
jesus que definem a missão dos discípulos no mundo. Faz, também, referência à alegria
dos discípulos: essa alegria resulta do reconhecimento da presença no mundo do
projeto salvador de Deus e resulta do fato de a ascensão de Jesus ter acrescentado
à vida dos crentes um novo sentido.
Jesus sobe aos céus, mas não nos deixa órfãos. Temos a
alegria do Pentecostes, a vinda do Espírito Santo que habita em nós trazendo
ânimo, dinamicidade e principalmente, coragem para continuar a missão de Jesus
num mundo tão conturbado.
1ª Leitura: At 1,1-11
2ª Leitura: Ef 1,17-23
Evangelho: Lc 24,46-53
Salmo
“Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu
ao toque da trombeta!”

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