terça-feira, 22 de abril de 2025

Jubileu da Misericórdia

 


A Páscoa é a maior festa dos cristãos. Nela vemos que Deus nos ama a tal ponto, que deu seu único Filho para salvar a humanidade. Sem a ressurreição, vã seria nossa fé. Através da paixão, morte e ressurreição de Jesus, nos damos conta de que temos um Deus próximo, que se rebaixa a nossa condição para que o ser humano possa participar das realidades divinas. E após o período da quaresma, onde preparamos os nossos corações para comemorar a Páscoa, celebramos a Semana Santa, onde vivemos intensamente o mistério pascal. Na quarta-feira Santa, acontece a missa do Crisma na Catedral São João Batista, em Montenegro. Na quinta-feira Santa, em nossa comunidade celebramos a Instituição da Eucaristia e o ‘lava-pés’. Na Sexta-Feira Santa, acontece a Celebração da Paixão. O sábado Santo é o dia da expectativa. Através de uma bela celebração, rica em símbolos, proclama-se a Páscoa. E no domingo, é o dia da Festa da Páscoa.

A festa da Páscoa é tão grande, tão especial e cheia de significado que não cabe num dia só. Por isso, a Igreja a celebra durante 50 dias, no Tempo Pascal, que forma um só grande dia de festa. Assim, no segundo domingo da Páscoa teremos a Festa da Divina Misericórdia, onde ao confiarmos em Deus, somos confortados com as graças dispensadas por nosso Salvador. Esse ano, a festa irá se dilatar por conta do Jubileu 2025 e ambos os Apostolados – da Divina Misericórdia e da Oração –, bem como cristãos da nossa diocese e também de dioceses vizinhas irão se encontrar em Bom Retiro do Sul para juntos celebrar esse belíssimo momento. No diário de Santa Faustina ouvimos do próprio Senhor: “Na minha festa, na Festa da Misericórdia, percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que desfalecem à Fonte da minha Misericórdia. Eu as curarei e fortalecerei” (Diário 206).

Que possamos, ao contemplar o Mistério Pascal – Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo –, intensificar nosso relacionamento com Deus e proclamar o amor de nosso Deus misericordioso!

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Tríduo Pascal

A palavra tríduo, dentro do catolicismo, sugere a ideia de preparação. Logo, o tríduo pascal nada mais é do que uma preparação para a Páscoa, maior celebração da cristandade. A ressurreição de Jesus deu sentido a todo o cristianismo. Se Cristo tivesse ficado no sepulcro, tudo teria acabado ali e certamente, nem sequer saberíamos quem fora o homem Jesus de Nazaré. O tríduo pascal considera três dias de profunda preparação para a festa da Páscoa. Compreende a quinta-feira, a sexta-feira e o sábado. Porém, não são três dias separados. É uma só coisa com a Páscoa. Abrange a totalidade do mistério pascal.

Começa com a missa vespertina da Ceia do Senhor na quinta-feira santa. Nessa celebração acontece o “lava-pés”, onde o celebrante relembra Jesus lavando os pés de seus apóstolos. No final, ocorre o translado. A Eucaristia deixa o Sacrário e é colocada em algum outro lugar dentro do templo devidamente preparado, para ser adorado. Após o translado do Santíssimo Sacramento, o altar é desnudado. Como o tríduo compõe uma unidade, no final dessa missa não se dá a bênção final.

A Sexta-Feira Santa é especial. Em lugar nenhum do mundo se celebra missa. Acontece às 15h uma celebração da Paixão do Senhor. Estamos ‘velando’ o Rei do Universo. Revivemos os sofrimentos e a morte de Cristo por amor a cada um de nós. Adoraremos o Cristo Crucificado e adentraremos nos seus sofrimentos com a penitência e o jejum.

O Sábado santo é o dia em que a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando sua ressurreição que culminará na Vigília Pascal. Nessa celebração, comemoramos a Ressurreição, o ponto máximo! Jesus ressuscita e reacende em nós a esperança.

A Páscoa de Nosso Senhor representa o grande amor de um Deus que se rebaixa a nossa humanidade para nos elevar a sua divindade. Um amor infinito pelas criaturas. Todos somos convocados a participarmos de capa passo de Jesus. Desde a sua caminhada ao calvário até o sepulcro vazio. Preparemos os nossos corações pela oração, pelo jejum e pela caridade.

 O RESSUSCITADO VIVE ENTRE NÓS! AMÉM! ALELUIA!


sexta-feira, 4 de abril de 2025

5º Domingo da Quaresma

 


Neste 5º domingo da Quaresma somos convidados mais uma vez a ver que temos um Deus que nos ama e cujo amor nos desafia a ultrapassar as nossas escravidões para chegar à vida nova, à ressurreição.

A primeira leitura apresenta-nos o Deus libertador, que acompanha com solicitude e amor a caminhada do seu povo para a liberdade. Esse ‘caminho’ é o paradigma dessa outra libertação que Deus nos convida a fazer neste tempo de Quaresma e que nos levará à Terra Prometida onde corre a vida nova. A leitura nos instiga a observarmos os fatos do passado onde Deus caminhou ao lado de seu povo com respeito e reverência. Porém, não devemos ficar presos a eles, pois Deus sempre nos surpreende. Ao dizer que fará brotar água no deserto, nos mostra que a ressurreição é para uma nova vida, plena e nova.

São Paulo, ao dirigir-se aos Filipenses, na segunda leitura, demonstra estar em consonância com a busca pela ressurreição em Cristo. Após ter sido ‘alcançado’ por Jesus, agora dedica sua vida e ministério para alcançar a meta que é a vida eterna. Corre rumo ao prêmio, sabendo que para conquistá-lo é preciso ser semelhante a Cristo em sua morte.

A passagem apresentada no Evangelho nos é conhecida. Os Mestres da Lei e os fariseus trazem a Jesus uma mulher pega em flagrante adultério para pô-lo a prova, dizendo que pela justiça, ou seja, pela Lei de Moisés, ela deve ser apedrejada. Jesus, que passara um longo tempo no Monte das Oliveiras em oração, diante da insistência da multidão por um veredito, começa a escrever com o dedo no chão. O dedo no chão representa a misericórdia que traz à mulher já condenada pela justiça dos homens uma nova vida. Ora, se nem Jesus que é Deus, o único capaz de fazer justiça, condenou a mulher, quem somos nós para pedirmos justiça para nossos irmãos e misericórdia para nós? Interessante notar que foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos. Ou seja, aqueles que tiveram mais tempo para concluir que Deus é antes de tudo misericórdia e que devemos imitá-lo também nesse ponto.

No domingo passado, o Evangelho do Filho Pródigo mostrou-nos um filho mais velho pedindo justiça, enquanto o pai acolhe o filho mais novo com misericórdia. Nesse domingo, Vemos uma multidão baseada nas escrituras pedindo justiça, e Jesus reescrevendo com seu dedo na areia que Ele é misericórdia.

 

1ª LEITURA: Is 43,16-21

2ª LEITURA: Fl 3,8-14

EVANGELHO: Jo 8,1-11

SALMO

“Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!”

sexta-feira, 28 de março de 2025

4º Domingo da Quaresma

 


A liturgia do 4º domingo da quaresma convida-nos à uma redescoberta do Deus do amor, empenhado em conduzir-nos a uma vida em comunhão com ele.

A primeira leitura, a propósito da circuncisão dos israelitas, convida-nos à conversão, princípio de vida nova na terra da felicidade, da liberdade e da paz. Essa vida nova do homem renovado é um dom do Deus que nos ama e que nos convoca para a felicidade.

Na segunda leitura, São Paulo escreve aos coríntios convidando-os a acolher a oferta de amor que Deus faz aos homens através de Jesus. Só reconciliados com Deus e com os irmãos podemos ser criaturas novas, em que se manifesta o homem novo.

O Evangelho é o da passagem do filho pródigo, que apresenta-nos o Deus/Pai que ama seus filhos de forma gratuita, com um amor fiel e eterno, apesar das escolhas erradas e da irresponsabilidade do filho rebelde. E esse amor lá está, sempre à espera, sem condições, para acolher e abraçar o filho que decide voltar. É um amor entendido na linha da misericórdia, e não na linha da justiça dos homens.

A palavra ‘pródigo’ significa aquele que dissipa seus bens, que gasta mais do que o necessário. É sinónimo de gastador, esbanjador, perdulário. De tanto ouvirmos a parábola do Filho Pródigo, tendemos a considerar o termo como sinônimo de arrependido. Aliás, talvez seria um título com muito mais sentido para a passagem: “O Filho Arrependido”.

Estamos diante de uma representação da misericórdia de um Pai que aguarda confiante o retorno do filho que prefere os prazeres do mundo à segurança da casa do Pai. O ser humano que, no auge de sua aparente autossuficiência quer ir embora e fazer sua vida só. Claro que quer também aquilo que ‘tem direito’, mas esquece que o maior de todos os bens é o amor da casa paterna.

O filho mais velho representa muitos irmãos que não se alegram com a volta dos irmãos ao seio da comunidade e têm ciúmes não do Pai em si, mas dos bens que talvez sejam novamente repartidos. São aqueles católicos que vivem uma fé aparente, baseada num tradicionalismo cego focado numa justiça por eles proposta e sem misericórdia.

Nosso Deus é um Pai misericordioso, que não interfere na liberdade humana e sempre espera cada filho de portas abertas. É um Pai pronto a dar do melhor de sua casa para a felicidade da família. Alegra-se com a volta de cada um fazendo festa e chamando a sua original dignidade. Agradeçamos a esse Pai maravilhoso todo o amor que ele nos dispensa e que muitas vezes esbanjamos.

 

1ª LEITURA: Jos 5,9a.10-12

2ª LEITURA: 2Cor 5,17-21

EVANGELHO: Lc 15,1-3.11-32

SALMO

“Provai e vede quão suave é o Senhor!”

quarta-feira, 26 de março de 2025

Retiro Quaresmal Paroquial

 


O Retiro Quaresmal Paroquial é uma oportunidade que teremos para juntos, como comunidade, aprofundarmos a liturgia do Sábado Santo, cujo ritual traz uma rica simbologia rememorando toda a caminhada do Deus Javé ao lado do seu povo escolhido até a culminância dos tempos, quando envia seu Filho Único, Jesus Cristo. Este aceita livremente a morte de cruz, mas ressuscita derrotando a morte e trazendo a humanidade nova vida, deixando sua Igreja como continuadora da missão: “Ide por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho” (Mc 16,15).

As pregações serão baseadas, como dito, na liturgia do Sábado Santo e serão as seguintes:

 

1ª PREGAÇÃO

TEMA: Deus criador e provedor de todas as coisas

PREGADOR: Pe. Marcos Leandro de Oliveira

TEXTOS:

·     1ª LEITURA: Gn 1,1-2,2

·     SALMO: Sl 103

·     2ª LEITURA: Gn 22,1-18

·     SALMO: Sl 15

HORÁRIO: 9:00 às 10:15

 

2ª PREGAÇÃO

TEMA: Deus caminha com seu povo

PREGADOR: Ezequiel Althaus

TEXTOS:

·     3ª LEITURA: Êx 14,15-15,1

·     SALMO: Êx 15,1-6.17-18

·     4ª LEITURA: Is 54,5-14

·     SALMO: Sl 29

HORÁRIO: 10:30 às 11:45

 

3ª PREGAÇÃO

TEMA: Deus e o projeto de Salvação

PREGADOR: Felipe Link

TEXTOS:

·     5ª LEITURA: Is 55,1-11

·     SALMO: Is 12,2-6

·     6ª LEITURA: Br 3,9-15.32-4,4

·     SALMO: Sl 18

HORÁRO: 13:30 às 14:45

 

4ª PREGAÇÃO

TEMA: A ressurreição de Jesus deu-nos um novo coração

PREGADOR: Pe. Carlos Vicente

TEXTOS:

·     7ª LEITURA: Ez 36,16-17a.18-28

·     SALMO: Sl 41

·     8ª LEITURA: Rm 6,3-11

HORÁRIO: 15:00 às 16:45

quinta-feira, 20 de março de 2025

3º Domingo da Quaresma

 


A liturgia do 3º domingo da quaresma faz eco ao canto: “Eis o tempo de conversão”. É uma oferta de Deus para todo o gênero humano que na sua liberdade pode ou não aderir a ela. Enquanto peregrinos nesse mundo, o Senhor cuida de cada homem na esperança de que ele dê frutos para a vida eterna.

Na primeira leitura, vemos o chamado de Moisés, que ouve a voz de Deus saindo do meio de uma sarça em chama que não se consome. Deus o admoesta a tirar suas sandálias devido a santidade do lugar. Revela que viu a aflição do seu povo escolhido no Egito. Ouviu seu clamor e reconhece os seus sofrimentos. Quer contar agora com o auxílio de Moisés para libertar o povo da escravidão. Nesse episódio, revela seu nome: “Eu sou aquele que sou” – YAHEWH. É em nome do Deus de Israel, que nunca esteve longe ou alheio ao sofrimento do povo, que Moisés irá realizar a libertação.

São Paulo lembra a comunidade de Corinto, na segunda leitura, que enquanto o povo esteve debaixo da nuvem, na passagem da libertação do Egito, estava sob proteção divina. Todos foram tratados com o mesmo carinho, comendo do mesmo alimento e bebendo da mesma bebida. Ainda assim, muitos morreram, pois murmuravam contra Deus.

E o Evangelho Jesus revela que Deus não faz acepção de pessoas. Ama a todos e estende a mão. Exige de nós uma conversão livre e sincera capaz de irmos ao encontro d’Ele com amor e generosidade. Jesus conta a parábola da figueira estéril. Não encontrando figos, o dono queria cortá-la. Não o faz a pedido do vinhateiro que se compromete a cuidar da árvore adubando e regando. Pede misericórdia por mais um ano. Se não der frutos, seu fim estará decretado.

Podemos ver que ao longo de nossa peregrinação na terra Deus caminha do nosso lado o tempo todo, oferecendo a salvação em troca da conversão. É uma salvação integral e contempla a todos. Porém, o ser humano em sua liberdade pode renegá-la. Penso que o vinhateiro é o próprio Cristo que todos os anos através da sua Igreja nos um tempo de conversão, onde podemos refletir sobre nossas atitudes e nos sintonizar com o projeto divino. Yahewh caminha conosco e anseia pela nossa libertação. Não é tempo de murmuração, mas de conversão.

 

1ª Leitura: Ex 3,1-8a.13-15

2ª Leitura: 1Cor 10,1-6.10-12

Evangelho: Lc 13,1-9

Salmo

“O Senhor é bondoso e compassivo”

quarta-feira, 19 de março de 2025

Campanha da Fraternidade 2025 - Cartaz e Hino

 

CARTAZ DA CF - 2025



HINO DA CF - 2025


O Cristo-Deus se fez humano nesta terra
E às criaturas deu valor e atenção
A vida plena, que no mundo já se espera
Ganha sentido com a nossa redenção

 

Ao entregar o Paraíso ao ser humano
Deus contemplou sua beleza e seus dons
Louvado seja nosso Pai, o Criador
"Deus viu que tudo, tudo era muito bom!"

 

No Universo tudo está interligado
Nele vivemos e, com todos, "somos um"
Nesta Quaresma, à conversão, somos chamados
Cuidemos todos desta Casa, que é Comum

 

Há muito tempo, o louvor das criaturas
Já se ouvia em um canto universal
O seu autor, nova expressão ele inaugura
"Fraternidade e Ecologia Integral"

 

O ser humano transformou a realidade
Causou maus-tratos, destruindo a natureza
Abandonou a Lei de Deus e sua verdade
Desrespeitando a criação e sua beleza

 

De toda a Terra em nossas mãos, eis o cuidado
Nós somos todos responsáveis pela vida
Enquanto aqui peregrinamos na esperança
A criação em nova Páscoa é renascida




Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria

  Nesse final de semana celebramos a Assunção de Nossa Senhora. Tal celebração, para nós católicos, é dogma de fé. Foi definido pelo papa Pi...