Neste 5º domingo da Quaresma somos convidados mais uma
vez a ver que temos um Deus que nos ama e cujo amor nos desafia a ultrapassar
as nossas escravidões para chegar à vida nova, à ressurreição.
A primeira leitura apresenta-nos o Deus libertador,
que acompanha com solicitude e amor a caminhada do seu povo para a liberdade.
Esse ‘caminho’ é o paradigma dessa outra libertação que Deus nos convida a
fazer neste tempo de Quaresma e que nos levará à Terra Prometida onde corre a
vida nova. A leitura nos instiga a observarmos os fatos do passado onde Deus
caminhou ao lado de seu povo com respeito e reverência. Porém, não devemos
ficar presos a eles, pois Deus sempre nos surpreende. Ao dizer que fará brotar
água no deserto, nos mostra que a ressurreição é para uma nova vida, plena e
nova.
São Paulo, ao dirigir-se aos Filipenses, na segunda
leitura, demonstra estar em consonância com a busca pela ressurreição em
Cristo. Após ter sido ‘alcançado’ por Jesus, agora dedica sua vida e ministério
para alcançar a meta que é a vida eterna. Corre rumo ao prêmio, sabendo que
para conquistá-lo é preciso ser semelhante a Cristo em sua morte.
A passagem apresentada no Evangelho nos é conhecida. Os
Mestres da Lei e os fariseus trazem a Jesus uma mulher pega em flagrante
adultério para pô-lo a prova, dizendo que pela justiça, ou seja, pela Lei de
Moisés, ela deve ser apedrejada. Jesus, que passara um longo tempo no Monte das
Oliveiras em oração, diante da insistência da multidão por um veredito, começa
a escrever com o dedo no chão. O dedo no chão representa a misericórdia que
traz à mulher já condenada pela justiça dos homens uma nova vida. Ora, se nem Jesus
que é Deus, o único capaz de fazer justiça, condenou a mulher, quem somos nós
para pedirmos justiça para nossos irmãos e misericórdia para nós? Interessante
notar que foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos. Ou seja, aqueles
que tiveram mais tempo para concluir que Deus é antes de tudo misericórdia e
que devemos imitá-lo também nesse ponto.
No domingo passado, o Evangelho do Filho Pródigo
mostrou-nos um filho mais velho pedindo justiça, enquanto o pai acolhe o filho
mais novo com misericórdia. Nesse domingo, Vemos uma multidão baseada nas
escrituras pedindo justiça, e Jesus reescrevendo com seu dedo na areia que Ele
é misericórdia.
1ª LEITURA: Is 43,16-21
2ª LEITURA: Fl 3,8-14
EVANGELHO: Jo 8,1-11
SALMO
“Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de
alegria!”

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