quarta-feira, 26 de março de 2025

Retiro Quaresmal Paroquial

 


O Retiro Quaresmal Paroquial é uma oportunidade que teremos para juntos, como comunidade, aprofundarmos a liturgia do Sábado Santo, cujo ritual traz uma rica simbologia rememorando toda a caminhada do Deus Javé ao lado do seu povo escolhido até a culminância dos tempos, quando envia seu Filho Único, Jesus Cristo. Este aceita livremente a morte de cruz, mas ressuscita derrotando a morte e trazendo a humanidade nova vida, deixando sua Igreja como continuadora da missão: “Ide por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho” (Mc 16,15).

As pregações serão baseadas, como dito, na liturgia do Sábado Santo e serão as seguintes:

 

1ª PREGAÇÃO

TEMA: Deus criador e provedor de todas as coisas

PREGADOR: Pe. Marcos Leandro de Oliveira

TEXTOS:

·     1ª LEITURA: Gn 1,1-2,2

·     SALMO: Sl 103

·     2ª LEITURA: Gn 22,1-18

·     SALMO: Sl 15

HORÁRIO: 9:00 às 10:15

 

2ª PREGAÇÃO

TEMA: Deus caminha com seu povo

PREGADOR: Ezequiel Althaus

TEXTOS:

·     3ª LEITURA: Êx 14,15-15,1

·     SALMO: Êx 15,1-6.17-18

·     4ª LEITURA: Is 54,5-14

·     SALMO: Sl 29

HORÁRIO: 10:30 às 11:45

 

3ª PREGAÇÃO

TEMA: Deus e o projeto de Salvação

PREGADOR: Felipe Link

TEXTOS:

·     5ª LEITURA: Is 55,1-11

·     SALMO: Is 12,2-6

·     6ª LEITURA: Br 3,9-15.32-4,4

·     SALMO: Sl 18

HORÁRO: 13:30 às 14:45

 

4ª PREGAÇÃO

TEMA: A ressurreição de Jesus deu-nos um novo coração

PREGADOR: Pe. Carlos Vicente

TEXTOS:

·     7ª LEITURA: Ez 36,16-17a.18-28

·     SALMO: Sl 41

·     8ª LEITURA: Rm 6,3-11

HORÁRIO: 15:00 às 16:45

quinta-feira, 20 de março de 2025

3º Domingo da Quaresma

 


A liturgia do 3º domingo da quaresma faz eco ao canto: “Eis o tempo de conversão”. É uma oferta de Deus para todo o gênero humano que na sua liberdade pode ou não aderir a ela. Enquanto peregrinos nesse mundo, o Senhor cuida de cada homem na esperança de que ele dê frutos para a vida eterna.

Na primeira leitura, vemos o chamado de Moisés, que ouve a voz de Deus saindo do meio de uma sarça em chama que não se consome. Deus o admoesta a tirar suas sandálias devido a santidade do lugar. Revela que viu a aflição do seu povo escolhido no Egito. Ouviu seu clamor e reconhece os seus sofrimentos. Quer contar agora com o auxílio de Moisés para libertar o povo da escravidão. Nesse episódio, revela seu nome: “Eu sou aquele que sou” – YAHEWH. É em nome do Deus de Israel, que nunca esteve longe ou alheio ao sofrimento do povo, que Moisés irá realizar a libertação.

São Paulo lembra a comunidade de Corinto, na segunda leitura, que enquanto o povo esteve debaixo da nuvem, na passagem da libertação do Egito, estava sob proteção divina. Todos foram tratados com o mesmo carinho, comendo do mesmo alimento e bebendo da mesma bebida. Ainda assim, muitos morreram, pois murmuravam contra Deus.

E o Evangelho Jesus revela que Deus não faz acepção de pessoas. Ama a todos e estende a mão. Exige de nós uma conversão livre e sincera capaz de irmos ao encontro d’Ele com amor e generosidade. Jesus conta a parábola da figueira estéril. Não encontrando figos, o dono queria cortá-la. Não o faz a pedido do vinhateiro que se compromete a cuidar da árvore adubando e regando. Pede misericórdia por mais um ano. Se não der frutos, seu fim estará decretado.

Podemos ver que ao longo de nossa peregrinação na terra Deus caminha do nosso lado o tempo todo, oferecendo a salvação em troca da conversão. É uma salvação integral e contempla a todos. Porém, o ser humano em sua liberdade pode renegá-la. Penso que o vinhateiro é o próprio Cristo que todos os anos através da sua Igreja nos um tempo de conversão, onde podemos refletir sobre nossas atitudes e nos sintonizar com o projeto divino. Yahewh caminha conosco e anseia pela nossa libertação. Não é tempo de murmuração, mas de conversão.

 

1ª Leitura: Ex 3,1-8a.13-15

2ª Leitura: 1Cor 10,1-6.10-12

Evangelho: Lc 13,1-9

Salmo

“O Senhor é bondoso e compassivo”

quarta-feira, 19 de março de 2025

Campanha da Fraternidade 2025 - Cartaz e Hino

 

CARTAZ DA CF - 2025



HINO DA CF - 2025


O Cristo-Deus se fez humano nesta terra
E às criaturas deu valor e atenção
A vida plena, que no mundo já se espera
Ganha sentido com a nossa redenção

 

Ao entregar o Paraíso ao ser humano
Deus contemplou sua beleza e seus dons
Louvado seja nosso Pai, o Criador
"Deus viu que tudo, tudo era muito bom!"

 

No Universo tudo está interligado
Nele vivemos e, com todos, "somos um"
Nesta Quaresma, à conversão, somos chamados
Cuidemos todos desta Casa, que é Comum

 

Há muito tempo, o louvor das criaturas
Já se ouvia em um canto universal
O seu autor, nova expressão ele inaugura
"Fraternidade e Ecologia Integral"

 

O ser humano transformou a realidade
Causou maus-tratos, destruindo a natureza
Abandonou a Lei de Deus e sua verdade
Desrespeitando a criação e sua beleza

 

De toda a Terra em nossas mãos, eis o cuidado
Nós somos todos responsáveis pela vida
Enquanto aqui peregrinamos na esperança
A criação em nova Páscoa é renascida




segunda-feira, 10 de março de 2025

Campanha da Fraternidade 2025

 


TEMA: Fraternidade e Ecologia Integral

LEMA: “Deus viu que tudo era muito bom!” (Gn 1,31)

 

OBJETIVO GERAL

            Promover, em espírito quaresmal e em tempos de urgente crise socioambiental, um processo de conversão integral, ouvindo o grito dos pobres e da terra.

 

OBJETIVOS ESPECÍFFICOS

1.      Reconhecer o caminho percorrido e as ações já iniciadas com a Encíclica Laudato Si’ (LS) e o Sínodo da Amazônia, em vista do seu fortalecimento e continuidade;

2.      Denunciar os males que o modo de vida atual impõe ao planeta e que têm gerado uma “complexa crise socioambiental” (LS, n.139), dado que em nossa Casa Comum “tudo está estreitamente interligado” (LS, n.16);

3.      Apontar as causas da grave crise climática global, a urgência de alteração profunda nos nossos modos de vida e as “falsas soluções” (cf. LS, n.54) fomentadas em nome da transição energética;

4.      Aprofundar o conhecimento do “Evangelho da Criação” (LS, cap. II), valorizando a dimensão trinitária da fé cristã e recuperando o horizonte bíblico da Aliança universal que envolve todas as criaturas (cf. Gn 8-9);

5.      Explicitar a Doutrina Social da Igreja e assumir o compromisso com a conversão integral, para superação do pecado, em todas as suas manifestações;

6.      Vivenciar as propostas do Ano Jubilar em vista de novas relações do ser humano com Deus e suas criaturas, consigo mesmo e com o próximo;

7.      Propor a Ecologia Integral como perspectiva de conversão e elemento transversal às dimensões litúrgica, catequética e sociotransformadora do compromisso cristão;

8.      Incentivar as pastorais e os movimentos socioambientais, em articulação com outras Igrejas e Religiões, sociedade civil, povos originários e comunidades tradicionais, em vista da justiça socioambiental e da atuação socioeducativa;

9.      Promover e apoiar ações efetivas que visem à mudança do modelo econômico que ameaça a vida em nossa Casa Comum;

10.  Apoiar os atingidos por catástrofes naturais e as vítimas dos crimes ambientais em sua busca por reparação e justiça;

11.  Celebrar os 10 anos da Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, acolhendo a Laudate Deum e avançando com as temáticas socioambientais que já foram abordadas nas Campanhas da Fraternidade.

2º Domingo da Quaresma

 


As leituras deste segundo domingo da quaresma convidam-nos a refletir sobre a nossa ‘transfiguração’, a nossa conversão à vida nova de Deus. 

A primeira leitura apresenta-nos Abraão, o modelo de confiança em Deus. Com Abrão, somos convidados a ‘acreditar’, isto é, a uma atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios desse Deus que não falha e é sempre fiel às promessas.

Na segunda leitura, São Paulo escreve à comunidade de Filipo convidando-os a renunciar a sua atitude de orgulho, de autossuficiência e de triunfalismo, resultantes do cumprimento de ritos externos. Todo aquele que pensa apenas em coisas terrenas comporta-se como inimigo da cruz de Cristo e, portanto, não entendeu que a meta está no céu, onde teremos um corpo glorioso semelhante ao do Cristo ressuscitado. É preciso, para isso, manter-se firme na fé e no seguimento de Jesus. A nossa transfiguração resulta de uma verdadeira conversão do coração, construída dia a dia sob o sinal da cruz, ou seja, do amor e da entrega da vida.

E o Evangelho nos apresenta a transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo. No monte, com o Mestre, estão seus grandes amigos: Pedro, Tiago e João. Jesus está conversando com Moisés e com Elias sobre a morte de Cruz que ele sofrerá em Jerusalém, concretizando assim, a libertação do ser humano. O projeto libertador de Deus em jesus não se realiza através de esquemas de poder e de triunfo, mas através da entrega da vida e do amor que se dá até à morte. É esse o caminho que nos conduz, a nós também, à transfiguração em homens novos.

A passagem da transfiguração nos lembra que somos humanos, falhos. O fato de experimentar Deus não impediu que os apóstolos tivessem medo e dúvidas. Mais uma vez aparecem com sono e diante da cena, ficam confusos a ponto de esquecerem que lá embaixo, junto à montanha, ficaram os demais discípulos. O coração de Pedro parece preocupar-se apenas consigo mesmo, diante da maravilha que estava presenciando. Mas é necessário descer a montanha. A caminhada tem que continuar. Sem a cruz não haverá ressurreição. Jesus terá que dar sua vida para sim transfigurar o ser humano. Que Deus auxilie a entendermos que a cruz é necessária para nossa ressurreição.

 

1ª LEITURA: Gn 15,5-12.17-18

2ª LEITURA: Fl 3,17-4,1

EVANGELHO: Lc 9,28b-36

SALMO

“O Senhor é minha luz e salvação!”

sábado, 8 de março de 2025

1º Domingo da Quaresma

 


No início da Quaresma, a Palavra de Deus nos faz pensar sobre as nossas opções de vida e a tomar consciência das tentações que nos impedem de renascer para a vida nova, para a vida em Deus.

Na primeira leitura, vemos Moisés falando ao povo a importância de um profundo reconhecimento da sua dura história de escravidão e da bondade de Deus que esteve ao seu lado durante todo o tempo. O Senhor foi presença constante na caminhada do povo não deixando nada faltar até a sua libertação. Oferecer o que há de melhor para Ele é um alerta contra a tentação do orgulho e da autossuficiência, que nos levam a caminhos de egoísmo e de desumanidade, de desgraça e de morte.

São Paulo alerta a comunidade de Roma, na segunda leitura, que um cristão tem ‘a faca e o queijo’ na mão, pois a Palavra está na sua boca e em seu coração. Ora, se a Palavra se fez carne e habitou entre nós, e é o próprio Filho de Deus, concluímos que Jesus deve ser confessado pela nossa boca, e sua ressurreição deve ser acreditada com fé em nossos corações, uma vez que se deu na história. A salvação está ao alcance de todos. Não é uma conquista do ser humano, mas um dom gratuito de Deus. É preciso, pois ‘converter-se’ a Jesus, isto é, reconhecê-lo como ‘Senhor’ e acolher no coração a salvação que, em Jesus, Deus propõe.

E o Evangelho do primeiro domingo da Quaresma traz as tentações de Cristo. É uma catequese sobre as opções de Jesus. Lucas sugere que Jesus recusou radicalmente um caminho de materialismo, de poder, de êxito fácil, pois o plano de Deus não passava pelo egoísmo, mas pela partilha; não passava pelo autoritarismo, mas pelo serviço; não passava por manifestações espetaculares, que impressionam as massas, mas por uma proposta de vida plena, apresentada com simplicidade e amor. É claro que é esse caminho que é sugerido aos que seguem Jesus.

A salvação é um dom de Deus a humanidade. Mas é também uma livre adesão do homem que aceita a cruz de Cristo renegando as tentações do mundo. O deserto é um lugar de solidão onde o homem encontra-se com Deus e consigo mesmo ao provar sua fidelidade à proposta divina. Não é caminho fácil. Exige renúncia de si mesmo e dar-se plenamente, sem reservas. As tentações do prazer, do ter e do poder podem significar muito nesse mundo. Porém, nada representam comparado ao Reino de Deus.

 

1ª LEITURA: Dt 26,4-10

2ª LEITURA: Rm 10,8-13

EVANGELHO: Lc 4,1-13

SALMO:

“Em minhas dores, ó Senhor, permanecei junto de mim!”


quinta-feira, 6 de março de 2025

Quaresma: Eis o tempo de conversão!

 


        A palavra páscoa significa passagem. Nós cristãos herdamos a tradição da festa pascal anual do judaísmo, porém, com um novo sentido. Os judeus celebram anualmente a Páscoa recordando a libertação da escravidão no Egito. Deus libertou-os fazendo com eles uma aliança (Ex 3,12-20). Celebramos a morte redentora e a ressurreição gloriosa de Cristo, que é fonte de vida nova para todos os homens.

        No calendário litúrgico, o ciclo da Páscoa compreende a quaresma, o tríduo pascal, a Páscoa do Senhor e o tempo que vai até Pentecostes. A quaresma são os quarenta dias a contar da quarta-feira de cinzas até a quinta-feira santa, nos quais a liturgia da Igreja convida a todos os fiéis a se prepararem para a Páscoa do Senhor através da conversão.

        O número 40 está ligado a vivências importantes do povo de Deus no Antigo Testamento. O povo andou errante 40 anos no deserto até a Terra Prometida. O profeta Elias desanimado e prostrado, come o pão que o anjo lhe apresenta e, fortalecido, caminha 40 dias até o Horeb. Enfim, o número 40 lembra a experiência intensa do povo com Deus.

        Já no Novo Testamento, a vida pública de Jesus é iniciada com um retiro de 40 dias no deserto em Jejum e oração. Logo após o batismo, o Espírito impeliu Jesus para o deserto, permanecendo aí durante 40 dias, tendo sofrido a tentação do demônio (Mc 1,12-13).

        Durante a quaresma, toda a liturgia gira tem torno de dois temas centrais: o batismo e a penitência. Pelo batismo fomos inseridos na família eclesial, ou seja, fomos acolhidos na Igreja.

     Quanto à penitência, o Concílio Vaticano II ensina que “a penitência quaresmal não deve ser somente interna e individual, mas também externa e social” (SC 110). Neste sentido, o profeta Isaías diz que “o jejum verdadeiro consiste em libertar os cativos, acabar com a opressão, dividir o pão com o pobre, hospedar os que não têm casa, vestir o nu” (Is 58,3-12). Por esta razão, a Igreja pede abstinência aos que têm mais de 14 anos de idade e o jejum aos que tiverem completado 18 anos e menos de 60 anos de idade, na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa.

        A quaresma é um apelo ao cristão a intensificar sua intimidade com Deus. Somos convidados a celebrarmos bem esse momento de reencontro com Deus, com os irmãos e conosco. Através das celebrações e da Campanha da Fraternidade nos aproximemos desse Deus rico em misericórdia e preparemos os nossos corações para a Páscoa do Senhor. “Eis o tempo de conversão”.

Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria

  Nesse final de semana celebramos a Assunção de Nossa Senhora. Tal celebração, para nós católicos, é dogma de fé. Foi definido pelo papa Pi...