sábado, 8 de março de 2025

1º Domingo da Quaresma

 


No início da Quaresma, a Palavra de Deus nos faz pensar sobre as nossas opções de vida e a tomar consciência das tentações que nos impedem de renascer para a vida nova, para a vida em Deus.

Na primeira leitura, vemos Moisés falando ao povo a importância de um profundo reconhecimento da sua dura história de escravidão e da bondade de Deus que esteve ao seu lado durante todo o tempo. O Senhor foi presença constante na caminhada do povo não deixando nada faltar até a sua libertação. Oferecer o que há de melhor para Ele é um alerta contra a tentação do orgulho e da autossuficiência, que nos levam a caminhos de egoísmo e de desumanidade, de desgraça e de morte.

São Paulo alerta a comunidade de Roma, na segunda leitura, que um cristão tem ‘a faca e o queijo’ na mão, pois a Palavra está na sua boca e em seu coração. Ora, se a Palavra se fez carne e habitou entre nós, e é o próprio Filho de Deus, concluímos que Jesus deve ser confessado pela nossa boca, e sua ressurreição deve ser acreditada com fé em nossos corações, uma vez que se deu na história. A salvação está ao alcance de todos. Não é uma conquista do ser humano, mas um dom gratuito de Deus. É preciso, pois ‘converter-se’ a Jesus, isto é, reconhecê-lo como ‘Senhor’ e acolher no coração a salvação que, em Jesus, Deus propõe.

E o Evangelho do primeiro domingo da Quaresma traz as tentações de Cristo. É uma catequese sobre as opções de Jesus. Lucas sugere que Jesus recusou radicalmente um caminho de materialismo, de poder, de êxito fácil, pois o plano de Deus não passava pelo egoísmo, mas pela partilha; não passava pelo autoritarismo, mas pelo serviço; não passava por manifestações espetaculares, que impressionam as massas, mas por uma proposta de vida plena, apresentada com simplicidade e amor. É claro que é esse caminho que é sugerido aos que seguem Jesus.

A salvação é um dom de Deus a humanidade. Mas é também uma livre adesão do homem que aceita a cruz de Cristo renegando as tentações do mundo. O deserto é um lugar de solidão onde o homem encontra-se com Deus e consigo mesmo ao provar sua fidelidade à proposta divina. Não é caminho fácil. Exige renúncia de si mesmo e dar-se plenamente, sem reservas. As tentações do prazer, do ter e do poder podem significar muito nesse mundo. Porém, nada representam comparado ao Reino de Deus.

 

1ª LEITURA: Dt 26,4-10

2ª LEITURA: Rm 10,8-13

EVANGELHO: Lc 4,1-13

SALMO:

“Em minhas dores, ó Senhor, permanecei junto de mim!”


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria

  Nesse final de semana celebramos a Assunção de Nossa Senhora. Tal celebração, para nós católicos, é dogma de fé. Foi definido pelo papa Pi...