domingo, 1 de setembro de 2024

A Bíblia Sagrada

 


O mês de setembro é dedicado à Bíblia, as Sagradas Escrituras. De acordo com o Concílio Vaticano II, “A Bíblia é o conjunto de livros que, tendo sido escritos sob a inspiração do Espírito Santo, têm Deus como autor, e como tais foram entregues à Igreja”.

A palavra “Bíblia” em si deriva da palavra latina que significa ‘livros’.  No tempo que foi escrita a Bíblia não existia papel como hoje, muito menos as máquinas impressoras. A Bíblia foi escrita à mão, e em diversos materiais, como cerâmica, papiro e pergaminho. CERÂMICA: conhecida como a arte mais antiga da humanidade. O barro servia para fazer desde vasos, até chapas, nas quais se escrevia. Muitos textos bíblicos foram escritos nesses “tijolos". PAPIRO: planta originária do Egito. Nascia e crescia espontaneamente às margens do Rio Nilo, chegando até a altura de 4 metros. Do Egito o papiro passou para a Síria, Sicília e Palestina (onde foi escrita a Bíblia). Do papiro era feita uma espécie de folha de papel para nela se escrever. Seu caniço era aberto em tiras e prensado ainda úmido. O papiro era ainda usado na fabricação de barcos e cestos. Dizem que 3.000 a.C os egípcios já escreviam no papiro. Tais folhas eram escritas só de um lado e depois guardadas em rolos. Daí que veio a palavra BÍBLIA. A folha tirada do caule do papiro chamava-se BIBLOS.

A Bíblia foi escrita por orientais que têm uma mentalidade bem diferente da greco-romana, da qual nós descendemos. Diversos foram os seus escritores, que viveram entre os anos 1200 a.C a 100 d.C. Isso, sem contar que foi escrita em línguas hoje inexistentes ou totalmente modificadas, como o hebraico, o grego, o aramaico, fato este que dificulta enormemente uma tradução, pois muitas vezes não se encontram palavras adequadas.

Sendo a Bíblia um livro inspirado é muito importante entender esta inspiração, para haurir com proveito sua mensagem. Isso não significa dizer que o escritor sagrado (ou hagiógrafo) foi um mero instrumento nas mãos de Deus, recebendo mensagens ao modo ‘psicográfico’. Entre os católicos, o interesse por conhecer a Bíblia praticamente começou após o Concílio Vaticano II, ou seja, a partir dos anos 60.

A Bíblia se divide em duas partes principais: o Antigo e o Novo Testamento. O Antigo refere-se ao período anterior a Jesus Cristo e o Novo se refere ao período cristão. A palavra ‘testamento’ refere-se a um pacto ou acordo entre duas partes. A divisão da Bíblia em Antigo e Novo Testamento chama a atenção para todas as formas pelas quais Deus pode demonstrar Seu compromisso eterno com Seu povo. O Antigo Testamento é mais físico, com Deus ajudando e protegendo os israelitas por meio da lei de Moisés. Por outro lado, o Novo Testamento é mais espiritual. Com esse acordo, podemos antecipar o Céu por causa do sacrifício de Jesus por nós.

Cada uma destas partes se compõe de diversos livros, escritos em épocas históricas diferentes. É composta de 73 livros de diversos profetas, Apóstolos e pessoas que registraram a história da época, sendo 46 no Antigo e 27 no Novo Testamento.

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