O mês de setembro é dedicado à Bíblia, as Sagradas
Escrituras. De acordo com o Concílio Vaticano II, “A Bíblia é o conjunto de
livros que, tendo sido escritos sob a inspiração do Espírito Santo, têm Deus
como autor, e como tais foram entregues à Igreja”.
A palavra “Bíblia” em si deriva da palavra latina
que significa ‘livros’. No tempo que foi
escrita a Bíblia não existia papel como hoje, muito menos as máquinas
impressoras. A Bíblia foi escrita à mão, e em diversos materiais, como
cerâmica, papiro e pergaminho. CERÂMICA: conhecida como a arte mais antiga da
humanidade. O barro servia para fazer desde vasos, até chapas, nas quais se
escrevia. Muitos textos bíblicos foram escritos nesses “tijolos". PAPIRO:
planta originária do Egito. Nascia e crescia espontaneamente às margens do Rio
Nilo, chegando até a altura de 4 metros. Do Egito o papiro passou para a Síria,
Sicília e Palestina (onde foi escrita a Bíblia). Do papiro era feita uma
espécie de folha de papel para nela se escrever. Seu caniço era aberto em tiras
e prensado ainda úmido. O papiro era ainda usado na fabricação de barcos e
cestos. Dizem que 3.000 a.C os egípcios já escreviam no papiro. Tais folhas
eram escritas só de um lado e depois guardadas em rolos. Daí que veio a palavra
BÍBLIA. A folha tirada do caule do papiro chamava-se BIBLOS.
A Bíblia foi escrita por orientais que têm uma
mentalidade bem diferente da greco-romana, da qual nós descendemos. Diversos
foram os seus escritores, que viveram entre os anos 1200 a.C a 100 d.C. Isso,
sem contar que foi escrita em línguas hoje inexistentes ou totalmente
modificadas, como o hebraico, o grego, o aramaico, fato este que dificulta
enormemente uma tradução, pois muitas vezes não se encontram palavras
adequadas.
Sendo a Bíblia um livro inspirado é muito
importante entender esta inspiração, para haurir com proveito sua mensagem.
Isso não significa dizer que o escritor sagrado (ou hagiógrafo) foi um mero
instrumento nas mãos de Deus, recebendo mensagens ao modo ‘psicográfico’. Entre
os católicos, o interesse por conhecer a Bíblia praticamente começou após o
Concílio Vaticano II, ou seja, a partir dos anos 60.
A Bíblia se divide em duas partes principais: o
Antigo e o Novo Testamento. O Antigo refere-se ao período anterior a Jesus
Cristo e o Novo se refere ao período cristão. A palavra ‘testamento’ refere-se
a um pacto ou acordo entre duas partes. A divisão da Bíblia em Antigo e Novo
Testamento chama a atenção para todas as formas pelas quais Deus pode
demonstrar Seu compromisso eterno com Seu povo. O Antigo Testamento é mais
físico, com Deus ajudando e protegendo os israelitas por meio da lei de Moisés.
Por outro lado, o Novo Testamento é mais espiritual. Com esse acordo, podemos
antecipar o Céu por causa do sacrifício de Jesus por nós.
Cada uma destas partes se compõe de diversos
livros, escritos em épocas históricas diferentes. É composta de 73 livros de
diversos profetas, Apóstolos e pessoas que registraram a história da época,
sendo 46 no Antigo e 27 no Novo Testamento.

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