Querida família, estamos vivendo o 18º
domingo do tempo comum. Temos na liturgia uma bela continuação da reflexão
sobre a eucaristia.
Na primeira leitura, do livro do
Êxodo, vemos a comunidade dos filhos de Israel murmurando contra Moisés e
Aarão, no deserto. O passado como escravo do Egito parecia melhor. A liberdade,
através da luta, não parecia mais interessar. Manter-se fiel ao projeto
original agora tornara-se um desafio. Às vezes, manter a fidelidade ao amor de
Deus, para muitos também torna-se um dilema, pois exige esforço e
comprometimento. Deus nos quer inteiros, e não apenas uma parte. Nem sempre nos
dá aquilo que pedimos e começamos a murmurar. Interessante a atitude de Deus
diante da murmuração: o pão caiu do céu, mas foi preciso buscá-lo. O mesmo
acontece na eucaristia. Deus vem até nós num pedaço de pão. É preciso, porém,
ir ao encontro d’Ele. Ou seja, quer o
nosso comprometimento.
E para mantermo-nos fiéis, a segunda
leitura, retirada da carta de São Paulo aos Efésios nos dá um conselho:
‘Revesti o homem novo’. Deus quer criaturas novas e por isso é necessário
renovar o espírito e a mentalidade. Quem tem de fato um encontro pessoal com
Cristo na eucaristia não pode mais continuar a viver murmurando como o povo de
Israel. Revestir-se significa posicionar-se diante da vida como alguém que não
está só, como alguém que sabe-se amado pelo Pai. É um homem novo!
E no evangelho de São João, Jesus
deixa claro que nossa busca interior deve ser sincero sinal de amor por Ele e
não pelos milagres que ele faz. O povo estava impressionado com a multiplicação
dos pães. Jesus através do milagre sacia a fome do corpo. Mas o que importa é a
sede do espírito por eternidade. Esse é o alimento que permanece até a vida
eterna. O extraordinário aponta para obra de Deus. Devemos acreditar não nos
sinais, mas naquele que o Pai enviou. Diante do pedido do povo: ‘dá-nos sempre
desse pão’, Jesus revela-se como o Pão da vida: ‘Eu sou o pão da vida. Quem vem
a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede’.
Diante das dificuldades da vida, ao
invés de murmurarmos, busquemos o pão da vida que mata não apenas a fome do
corpo mas a sede da alma. Como criaturas novas, amemos Deus não por causa dos
sinais, mas porque Ele é o nosso Pai e não deixa nada nos faltar.
Primeira Leitura: Ex
16,2-4.12-15
Segunda Leitura:
Ef 4,17.20-24
Evangelho:
Jo 6,24-35
Salmo
“O Senhor deu a comer o pão do céu.”

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