A liturgia desde 18º domingo do tempo comum
questiona-nos acerca da atitude que assumimos face aos bens deste mundo. Sugere
que eles não podem ser os deuses que dirigem a nossa vida; e convida-nos a
descobrir e a amar esses outros bens que dão verdadeiro sentido à nossa
existência e que nos garantem a vida em plenitude.
Na primeira leitura, temos uma reflexão sobre o sem
sentido de uma vida voltada para acumular bens. Embora a reflexão não vá além,
ela constitui um patamar para partirmos à descoberta de Deus e dos seus valores
e para encontrarmos aí o sentido último da nossa existência.
A segunda leitura convida-nos à identificação com
Cristo: isso significa deixarmos os ‘deuses’ que nos escravizam e renascermos
continuamente, até que em nós se manifeste o homem novo, que é ‘imagem de Deus’.
No Evangelho, através da parábola do rico insensato’,
Jesus denuncia a falência de uma vida voltada apenas para os bens materiais: o
homem que assim procede é um ‘louco’, que esqueceu aquilo que, verdadeiramente,
dá sentido à existência.
Muitas vezes, encantados pelos bens desse mundo,
esquecemos que, assim como nossa existência terrena, eles são finitos e
temporários. Ao partirmos, não levamos nada. Os bens materiais são importantes
para nossa existência enquanto seres viventes na terra. Porém, fomos feitos
para o céu. Para uma vida plena e eterna em Deus.
1ª Leitura: Ecl 1,2.2,21-23
2ª Leitura: Cl 3,1-5.9-11
Evangelho: Lc 12,13-21
Salmo
Vós fostes ó Senhor, um refúgio para nós.
Nenhum comentário:
Postar um comentário